Para Ler #31: Mafalda

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Acho difícil conhecer um brasileiro que nunca tenha ouvido falar das tirinhas da Mafalda. Acontece que, há algumas semanas, passando pela parte de quadrinhos da biblioteca, acabei por encontrar os livrinhos compilados 1-9 dessa menininha charmosa.

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Mafalda, com 6 anos, é uma questionadora nata! Questiona a sociedade em que vive, a politica, a economia, os costumes… No entanto, sempre com a ingenuidade própria da criança 😀

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Escrito pelo Argentino Quino, de 1964 a 1973, as histórias muitas vezes trata de problemas do país, sempre com uma visão humanitária, preocupadas em retratar, por exemplo, a inflação, a corrupção, a falta de liberdade de expressão, nunca deixando também de manter um olhar sobre os conflitos internacionais.

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O mais interessante é que, mesmo sendo escritas com décadas de distância de hoje, em um país distinto, as provocações de Mafalda acerca desses assuntos não deixa de serem pertinentes a nossa realidade, retratando problemas que, ainda hoje no Brasil, infelizmente são muito atuais =/

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Com um humor muito refinado, ligeiro e perspicaz sobre todas essas problemáticas, aliados com a ingenuidade infantil, Mafalda e sua trupe — que tipifica, aliás, cada um deles um conceito: Felipe representa a vontade x a moral; Manolito, o capitalismo voraz; Susanita, futilidade e ideias machistas; Guillé, o começo da percepção infantil; Miguelito, sua inocência e Liberdade, toda sua pequineza — nos fazem perceber problemas de gente grande mas com a diversão infantil.

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5

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Viciadas em Séries #18: Dead Like Me

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Georgia Lass, com apenas 18 anos, se encontra indiferente com a vida. Depois de abandonar a faculdade, é obrigada por sua mãe a arranjar um emprego. Eis que no primeiro dia de seu novo trabalho, é atingida por um assento de vaso sanitário da Estação Espacial Russa MIR e MORRE! No entanto, Georgia será convocada por um grupo de ceifadores, responsáveis por ceifar a alma dos mortos. Com essa segunda chance, “George” perceberá que, ás vezes, temos que morrer para aprendermos a viver!

Calma, calma, calma. O que disse aí em cima não é nenhum spoiler, rs… O seriado realmente começa com a morte de George. Adoro histórias que começam “pelo fim” (como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Drop Dead Diva e Yuyu Hakusho =D), portanto, quando vi o titulo na Netflix, resolvi ver se era bom.

Dead Like  Me (A Morte Lhe Cai Bem, em português) foi produzida entre 2003 e 2004 pela Showtime, tendo, assim, somente duas temporadas. Se, por um lado isso me animou a assistir, pois já estou ficando enjoada de séries que se prolongam e se prolongam, perdem o foco e nunca chegam à uma conclusão, por outro, também tem um ponto desfavorável: terminou sem um final bem definido, foi simplesmente cancelada.

Como disse na sinopse, Georgia é muuuuito apática em relação a tudo. Essa é a principal característica da personagem. Sei que tal era necessário para que George só se tornasse “viva depois de morta”, todavia, não creio que a intérprete, Ellen Muth, conseguiu passar o necessário nos momentos de animação, o que acabou por me irritar um pouco ver ela sempre com a “mesma cara de repolho”, entendem?

Além de Georgia, sua família e seus novos companheiros ceifadores também terão que lidar diariamente com a morte, seus desenrolares e consequências…

Para quem procura um seriado rápido, leve mas com uma certa profundidade, que possui momentos de drama sem parecer novela mexicana (vide Grey’s Anatomy, em minha opinião) e comédia sem ser hilária, é um bom seriado para passar o tempo. No  entanto, como fica tudo na média, para mim, nada mais é do que um seriado pouco mais que mediano…

3,5

Filme: Assalto ao Banco Central (2011)

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Produção brasileira, narra os eventos de agosto de 2005, onde um grupo estimado em 36  pessoas cavaram um túnel de mais de 80 metros e levaram a quantia de R$ 164 milhões do Banco central em Fortaleza.

Dirigido por Marcos Paulo, conta com a atuação de Eriberto Leão, Lima Duarte, Giulia Gam, Juliano Cazarré, entre outros.

Logo depois de ter lido o livro Toupeira: a história do assalto ao Banco Central, assisti o filme. O que posso dizer é que, se não tivesse lido nada a respeito do assunto antes, talvez, eu gostasse do filme. No entanto, como não foi essa a ordem dos eventos, o filme não me convenceu, nem um pouco.

Por muitas situações a história passa batida, por outra, fazem questão de afirmar o que não ocorreu (o envolvimento do PCC, por exemplo, comprovado pelas investigações). A única menção a policiais corruptos é feita por meio de dois agentes isolados, não mostraram os inúmeros sequestros de bandidos e familiares, mortes e extorsão.

Para mim, fica, então, a impressão que é mais um filme feito “pra inglês ver”, onde os crimes não tem envolvimento do crime organizado, a polícia não é corrupta, as mortes de alguns foram ordenadas pelo próprio bando e não realizadas por policiais…

Quase não mencionam o envolvimento de São Paulo no roubo e outros eventos mais que não poderiam serem explicados sem a omissão de algumas informações.

Novamente, como disse no post do livro, tendo muito mais a acreditar na versão que nos foi apresentada por Roger Franchini do que na produção cinematográfica, isso porque, sendo paulista, há sempre aquela sensação do envolvimento do crime organizado…

2,5

Para Ler #30: Toupeira: A História do Assalto ao Banco Central

assalto ao banco centralEm agosto de 2005, um grupo audacioso pôs em prática um elaborado plano para furtar o Banco Central, em Fortaleza: cavar um túnel de mais de 80 metros, ligando uma casa vizinha ao cofre do Banco. O assalto ocorreu na sexta-feira (06/08) e só foi descoberto no início do expediente de segunda, dando a dianteira de 44 horas para os ladrões fugirem com o dinheiro. O valor? Cerca de R$170 milhões de reais. Esse é considerado o maior assalto à Banco do país e o segundo maior do mundo.

A Jú já havia mostrado aqui no blog que, em São Paulo, é possível “Pagar o quanto acha que vale” em livros espalhados pela linha do metrô. Pois bem, nesse, pagamos R$5, sendo edição normal, folha off-white, da Ed. Planeta.  E olha que ainda veio um marcador de livro combinando, de graça 😀

Devo começar dizendo que, para quem assistiu somente ao filme, esse livro pode ser uma grande surpresa. Com tramas bem diferentes, beeem diferentes mesmo, essa publicação relaciona o assalto ao PCC (coisa que o filme fez questão de dizer que não existia), mostra um lado negro e sujo da polícia civil, e, até mesmo, chega a relacionar o roubo ocorrido em Fortaleza aos ataques do PCC em São Paulo (2006).

O grande diferencial desse livro é que não se constitui em uma artigo ou análise do assalto. É um romance! Ou seja, o autor constrói seus personagens, narra os seus pensamentos e sentimentos e o que aconteceu com cada um. No final, o Assalto ao BC acaba sendo somente a introdução para nos fazer entrar em contato com tais pessoas.

A narrativa de como ocorreram o roubo e a fuga também foi mais detalhada aqui do que no filme, nos mostrando todo o planejamento, como os ladrões despistaram a polícia deixando um rastro falso e, principalmente, o quanto que tiveram que pagar aos servidores para não acabarem em uma vala.

O autor, Roger Franchini, já foi investigador da polícia civil de São Paulo e baseou o seu relato nos autos judiciais.Após pesquisar um pouco (bem pouco), achei várias versões que batem com o que está escrito, inclusive os ataques de 2006. A única divergência é, que agora em 2013, capturaram um dos integrantes da quadrilha que acreditava-se estar morto.

Sinceramente, estou mais inclinada a acreditar nessa versão da história, apresentada-nos pelo livro, que na mostrada nos cinemas. Talvez por essa história mostrar um lado mais crível a um paulista, que querendo ou não, convive diariamente com o comando do crime organizado, e a disputa de poder com a polícia.

De qualquer forma, deixarei alguns links abaixo do que encontrei, relatos e noticias.

Tribuna do Ceará / Os envolvidos Captura de Foragido / Ataques de 2006 / Ataques de 2006

4

Para Ler #29: Os Melhores Contos de Fernando Sabino

OsMelhoresContosFernandoSabinoNunca havia lido nada desse autor, mesmo já o tendo visto diversas vezes, lá, paradinho, na estante da biblioteca. Sempre que passava por um livro dele pensava: “Ah, vou ler” mas minha cota de empréstimos sempre terminava e ele nunca estava entre eles. Até que, felizmente, finalmente “Os Melhores Contos de Fernando Sabino” foi o escolhido.

Não sou muito fã de contos, prefiro histórias mais longas. Também nunca fui uma grande apreciadora de relatos do cotidiano, pois sempre viajei mundos e mundos na fantasia. Mas, assim que comecei a ler esse livro, ele não mais me abandonou: Passou a me acompanhar a todos os lugares.

Quando finalmente tomei conhecimento de tais contos, não pude deixar de puxar, lá no fundo da memória, o Veríssimo. O filho, não o pai. Talvez seja o mesmo estilo de narrativa, curta concisa, “econômica” como li por ai. Talvez seja efeito da mesma temática, histórias do cotidiano. Apesar de tudo, não pude deixar de sentir uma gritante diferença: o humor.

Enquanto o humor de Veríssimo, ainda que refinado, é mais exposto, o humor de cada conto de Sabino é tímido, escondidinho, dá as caras ali e aqui, nunca para se “matar de rir”, mas que torna cada conto um conto de humor extremamente refinado, com um ar mais sofisticado. Os contos trazem ainda uma pitada de critica à ordem social e um “quê” de reflexão.

Sabino formou-se em Direito, por isso, não raro figura em seus contos, um de seus “operadores” (Oiee?? Estudante aquiii) e viajou por diversos países, contando com muita boa vontade histórias das mais diversas partes do mundo. E é com essa boa vontade que, com certeza, continuarei a ler a obra desse autor incrível. E quem sabe eu até não  me apaixone pelo gênero contos?

4,5

Para Ler #28: Contos de Fadas

contos-de-fadaQuando esse livrinho foi parar na mão da Ju lá na biblioteca, nem dei muita bola. Pra mim parecia mais um livro infantil… Mas, quando não tinha nada por perto para ler e botei os olhos nele, pensei: “vais tu mesmo…”. Assim, comecei a ler essa incrível coletânea de “Contos de Fada” da Editora Zahar.

A primeira coisa que tenho a falar é sobre a edição. Linda! Perfeita! O livro é pequenininho, de capa dura, com um rosa magnífico. A capa de rosto dele é amarelo vibrante, o que, para mim, só engrandeceu mais o trabalho da editora. Os contos são precedidos de uma breve biografia de cada autor e é recheado de ilustrações lindíssimas, sem nada de infantil.

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Se a edição (maravilhosa) não tivesse me conquistado, com certeza a Apresentação de Ana Maria Machado conseguiria. Com uma breve introdução sobre os contos de fadas que nem sempre possuem fadas, como ela mesmo diz, e sua evolução ao passar do tempo na sociedade, a Apresentação elucida o que creio ser o grande objetivo de tal edição: O resgate aos contos de fadas tradicionais.

Com isso, deixo aqui o que mais me surpreendeu nessa edição: A AUTENTICIDADE dos contos. Não quero dizer que são os contos originais, primitivos, passados de boca em boca, mas estes foram traduzidos das publicações de muitos autores, que conhecemos mais ou conhecemos menos, seja de Perrault, Grimm, Andersen e outros. Por isso, nesta edição, encontramos, por exemplo, duas versões de Chapeuzinho Vermelho, ou as versões O Pequeno Polegar e João e Maria para a mesma história, dependendo do autor.

O meu primeiro contato com os Contos de Fadas foi através dos estúdios Disney. Acredito que os de muitos também foram. Essa versão vem desmitificar o “Viveram Felizes para Sempre” no final de todos os contos. E, ao contrário do que pensava lá no inicio do meu relato, essa edição não nos mostra uma visão plenamente infantil, afinal, pequenas sereias nem sempre conquistam seu desejado príncipe e madrastas más, podem sim, morrer de exaustão após usarem sapatos de chumbo aquecidos!

O meu conto preferido é A Roupa Nova do Imperador e, como peguei esse livro emprestado na biblioteca, com certeza ficarei de olho para comprá-lo algum dia desses. Recomendado para todos aqueles que desejam conhecer as versões originais que inspiraram tantas pessoas e diversas gerações.

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Para Ler #27: The Walking Dead – A Ascensão do Governador

the-walking-dead-a-ascensao-do-governadorTinha alguma coisa muito errada. Lógico que tinha! Os mortos estavam voltando à vida… E tudo o que Philip Blake conseguia pensar era em manter sua filha — sua amada filhinha, Penny — viva. Era por isso, afinal, que ele tinha chamado seus velhos amigos, Nick e Bob, para os acompanharem até Atlanta, até o centro de refugiados. Infelizmente, o inútil do seu irmão Brian tinha vindo também, mas fazer o que, certo? O importante agora é sobreviver…

The Walking Dead, A ascensão do Governador, narra a história desses 5 companheiros e como, ao longo do caminho, as coisas se desenrolam ou enrolam para eles no meio de um apocalipse Zumbi. O livro é dividido em três partes — Os Homens Ocos, Atlanta e A Teoria do Caos — e o foco narrativo encontra-se, principalmente, voltado para os irmãos Blake.

Esse livro pode ser considerado um “spin-off” da HQ The Walking Dead, aquela que originou a série e que até mesmo já teve post aqui no blog. Ao contrário do que muita gente me falou, e do que andei lendo por aí na internet, não é necessário ser um fã da saga, ou seja, não é necessário ter lido a HQ ou ter assistido a série para entender esse livro.

Quem, assim como eu, acompanha a série, sabe que na 3ª Temporada entra um personagem fundamental: O Governador. No entanto, não sabemos nada como ele assumiu esse cargo, ou como a cidade foi criada. Esse livro nos conta desde o comecinho do Apocalipse Zumbi, e por ser uma história anterior a apresentada, não é fundamental que você saiba quem é Philip Blake. Aliás, nem acho que resolve conhecer a série, uma vez que o Governador que nos é apresentado é o da HQ, muito diferente do da telinha…

Governador da HQ X Governador da TV  - Créditos: https://www.facebook.com/TheWalkingDeadBrasil

Governador da HQ X Governador da TV – Créditos: https://www.facebook.com/TheWalkingDeadBrasil

Não tenho muito o que falar sobre esse livro. Realmente, é o que eu disse lá em cima: A história de cinco pessoas tentando sobreviver, sem muito mais…

Pra mim, esse livro é bem mediano, sem uma grande narrativa ou grande enredo… O ritmo de leitura que consegui imprimir com ele também foi razoável, apesar de que quando comecei, esperava ler mais rápido.

Quanto à edição, me apaixonei pela capa, especialmente pelos três vultos em frente a uma cidade. Acho que diz muito da história! Infelizmente, o meu exemplar veio com muitos erros de impressão, principalmente faltando sinais gráficos especiais, como pontos de exclamação e travessões. Normalmente, não sou chata com esse tipo de coisa, nem foi realmente prejudicial à minha leitura, mas tava demais, gente! Sério… =/

Bom, é isso, um livro bem mediano, pelo menos na minha humilde opinião, sem nada de mais, desconsiderando o fato de se passar em um apocalipse zumbi, é claro! Agora estou curiosa para ler a continuação e como será a formação de Woodbury, mais porque acompanho a série mesmo…

O livro foi publicado no Brasil pela Editora Record.

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