Domingo é dia de… Música \o/ #46 – Demi Lovato

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Bate Papo Literário: Livros Juvenis e a Degradação da Independência Feminina

Atenção: Este post contém spoilers sobre o enredo do filme Mulan (Disney)
Atenção: Este post contém spoilers sobre “Orgulho e Preconceito” (Jane Austen)

Meu filme preferido é Mulan, da Disney. Creio que todos já sabem o enredo, mas não custa relembrar: Fa Mulan, uma jovem chinesa, está em plena idade de casar. No entanto, em sua apresentação para a casamenteira, acaba não se saindo bem, e a casamenteira chega até mesmo a anunciar: “Pode parecer uma noiva, mas você nunca trará à sua família honra”. Ao mesmo tempo, a China está sofrendo com a invasão dos Unos, e o Imperador decide convocar um homem de cada família para servir ao exército chinês. O pai de Mulan, bastante debilitado fisicamente, é um dos convocados. Mulan, então, decide tomar o lugar de seu pai, se passando por homem e servindo no exército. Já para o final do filme, ela admite que não fez isso somente pela vida do pai, mas também porque queria provar que é capaz, mesmo sendo uma mulher.

Como dito, Mulan é o meu filme preferido, principalmente porque mostra uma protagonista forte, que não se deixa intimidar, que não depende dos outros e não fica sentada à espera do príncipe encanto.

Aí você se pergunta: Mas Viviane, isso não é um bate papo LITERÁRIO? Então por que você está comentando um filme e não um livro? Ainda mais um filme infantil?

Eu comecei com Mulan porque creio que Mulan é muito elucidativo para o que vós venho apresentar aqui. Logo mais voltaremos a esse tópico.

Ultimamente, muito me entristece alguns livros com a qual estou tendo contato, principalmente os chamados Young Adults ou simplesmente YA. Para quem não sabe, YA é uma nova denominação para os livros que estão na faixa de transição entre juvenis e adultos, no entanto, em minha mente, continuo a chamá-los de juvenis, principalmente em razão da mentalidade apresentada dos personagens. O que vou falar aqui se aplica á 9 de cada 10 deles que li, os que estão na mídia.

O que mais leio recentemente são livros em que mostram aquelas que deveriam ser as heroínas da história totalmente dependentes de seu par romântico, ou pares, no caso de triângulos amorosos; heroínas que não tomam nenhum tipo de decisão, que são fracas em suas escolhas e que somente fazem aquilo que seus “príncipes” mandam. Elas não vivem para mais nada além de conquistar o tão desejado garoto, e quando finalmente o fazem, a impressão que passam é que eles estão fazendo atos de caridade ao aceitar ficar com elas.

Isso porque, a mulher apresentada nesses livros são sempre inseguras, cheias de defeitos, sem nenhum tipo de atrativo. E nem me refiro a atrativos físicos; todas elas saem à mesma essência: sem nenhum ato de personalidade, sem nenhuma característica marcante. Já os príncipes apresentados, são realmente príncipes, no sentido conto de fadas da palavra. São garotos considerados sempre “melhores” que a protagonista, que não possuem razão para escolhê-la, e mesmo assim a escolhe. Quantas vezes você não leu a seguinte frase: “Ele poderia ter quem quisesse mas me escolheu” ou algo do gênero? E o pior: eles pisam e pisam nelas, acabam os relacionamentos várias e várias vezes e elas simplesmente sofrem e voltam como baratas tontas para eles.

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Talvez o que aqui escrevo não atinja a real dimensão do que desejo passar. Decidi escrever esse post depois de reassistir ao vídeo do Felipe Neto sobre Crepúsculo, a qual fui procurar para linkar em um post. A grande questão, é que ele apresentou estritamente para Crepúsculo, mas é uma cultura que se disseminou e vem se disseminando cada vez mais.

Se antigamente, criávamos heroínas como Mulan, que não tinham medo de entrar em uma guerra, ou protagonistas como a Lizzie Bennet, de Orgulho e Preconceito, que não temia recusar aquele que provavelmente seria o seu maior partido conquistado, e olha que ele foi publicado em 1813, hoje as heroínas não sabem fazer mais do que sofrer por amor. E se antes lutávamos pelo reconhecimento da independência feminina, agora criamos a mentalidade que é normal ser uma garota que “não fede, nem cheira” e  que tudo bem, porque você conseguirá aquele vampiro que brilha no sol, ou aquele super multimilionário gato.

Imaginem, então, se a história de Mulan fosse reescrita atualmente: A Mulan provavelmente se apaixonaria por alguém que não deveria se apaixonar. Provavelmente passaria no teste da casamenteira e seria “designada” à outro homem. Seu príncipe encantado, sabendo que seu pai estava frágil, lutaria em seu lugar, salvaria seu futuro sogro e conquistaria a honra necessária. E o que a Mulan faria nesse meio tempo? Provavelmente sentaria e choraria por seu amado.

Será que é realmente esse tipo de conto de fadas que devemos passar às futuras gerações? Fazer nossas filhas (minhas não, porque ainda não sou mãe) acreditarem que tudo bem depender do príncipe para tudo? Porque desse modo, é só sentar e chorar para que seus problemas sejam resolvidos….

Domingo é dia de … Música \o/ # 10 – After Ever After – DISNEY Parody

Hoje, novamente a música do domingo será diferente. Vi esse vídeo no youtube a pouco tempo e fiquei me perguntando como não o tinha visto antes. Se você não foi uma das 15 milhões de visualizações que ele possui, aconselho que veja. Ele é um um daqueles vídeos que uma pessoa faz todos os sons e depois junta tudo em um vídeo, mas ele vai além disso. Sua letra é… fenomenal. O autor foi muito inteligente ao criá-la, primeiramente envolvendo o mundo da Disney, que traz aquilo do sonho, da mágica, do impossível tornar-se real. E o melhor é a ironia através das princesas Disney. Como seria o depois de felizes para sempre? Será que seria felizes mesmo? Ou para sempre? Talvez nenhum dos dois.

A música tem 4 partes, cada uma com uma paródia da princesa correspondente. Temos a Ariel, Jasmine, Bela e Pocahontas. A letra é muito boa, com ironias, mesclando fatos reais as personagens. Como as personagens se portariam com esses acontecimentos? Será que seriam aquelas princesas perfeitas e intocáveis? Repara de  como o autor não gosta da Inglaterra. Talvez por ser americano. 

Coloquei a letra só pra ter o entendimento básico. Não sei inglês, não sei se está certo, mas é só pra ter uma noção do que ele quer transmitir. Só dei uma melhorada do Google Translate. Juntamente em itálico estão algumas observações.

Letra

Se você já se perguntou o por que
Todos os contos da Disney terminam em mentiras
Aqui está o que aconteceu depois que todos os seus sonhos se tornaram realidade

Ariel
Eu gostava de ser princesa, neste belo mar azul
Mas sereias estão em falta – elas acabam no ensopado de alguém
Então, basta colocar-se em uma pessoa com brânquias
Você está matando o meu ecossistema – com a pesca e derramamento de petróleo
Obrigado BP, obrigado BP (BP refere-se à British Petroleum)
Os britânicos estão matando, o óleo está se espalhando
Agora eu não posso ver … MEUS OLHOS!
Festa de chineses com barbatanas das Solhas. (Solha é um tipo de peixe)
Além disso, os japoneses mataram todas as minhas amigas baleias
Os oceanos estão  escurecendo, eu acho que estou me afogando
Graças à BP
VOCÊ É UMA DROGA!

Jasmine
Ei, eu estou bem, mas estou um pouco assustada
Meu marido é um marco para a Guerra do Terror
Aladdin foi levado pela CIA
Nós não somos talibãs
Você pegou o homem errado
Em Guantánamo
Príncipe Ali, onde ele poderia estar, se afogando em Wawa (pelo que pesquisei é uma marca de posto de gasolina nos EUA)
Interrogatório da nação “livre”
Bin Laden é levado à queda (morte)
Nós não estamos treinando todos os pilotos
Jafar ficou louco e ninguém faz uma confusão
Nós somos pela liberdade, Gênio pode garantir para nós
Bush estava louco, Obama é preguiçoso, al-Qaeda não é neste país
Liberdade ao meu príncipe Ali (apelido para Aladdin)

Bela
Uma prostituta! Uma prostituta!
Uma prostituta, uma prostituta, uma prostituta!
Esta cidade está enlouquecida desde que me casei com Adam (pra quem não sabe é o nome da Fera)
Eles acham que eu vou direto para o inferno
Mas as acusações colocadas sobre mim
Da bestialidade
Pode acabar me jogado em uma cela
Não, eu estou rodeada por loucos
Ouvi dizer que eles planejam me queimar na fogueira
Eles  acreditam que eu sou Satanás
E agora ouço que PETA vai levar a minha Fera para longe (PETA é uma organização de proteção aos animais)

Pocahontas

Depois que John Smith viajou de volta para a Inglaterra
Eu ajudei meu povo cultivar os campos
Mais Ingleses, Franceses e Espanhóis vieram visitar
E eles nos receberam com armas, germes e aço
Forçaram-nos a terras desconhecidas de exílio
Eles saquearam, estupraram, e deixaram todos para morrer
Então agora eu estou muito mais liberal com uma arma
Quando eu separar seus corpos de suas cabeças
Alguma vez você já realizou com as entranhas de um cara Inglês?
Orbitar o coração batendo de homens espanhóis?
Você pode atirar uma flecha no olho de um cara francês?
Você pode pintar com a cor vermelha nestes homens
Eu posso matar se eu quiser
Porque eu estou morrendo de doenças
Eu posso pintar com a cor vermelha nestes homens

Graças à BP

Onde está o príncipe Ali?

Bestialidade

Tenho DSTs

Quem ficou curioso, abaixo as músicas originais.

Brilho Labial Princesas de Maçã da Avon

Sempre olho o catálogo da Avon e nunca resisto em comprar ao menos uma coisinha. Mês passado pedi um brilho labial das princesas (peguei com promoção por R$4,99) e escolhi o de maçã que é da branca de neve, que chegou agora. A embalagem é muita fofa e eu adoro as Princesas da Disney.

lipbalm disney

No começo ele pareceu bem pequenininho, tem 4,5 grama, mas comparando com o lip balm da nívea que tem 4,8 grama a diferença nem é tanta. O cheirinho dele é de maçã bem gostosinho e não fica incomodando quando está nos lábios. Ele fica transparente nos lábios e dá aquela hidratada somente externa, demorando a secar. Não tem FPS, o que a Avon deveria repensar, já que é ideal para crianças. Na embalagem diz que é ideal para crianças acima de 3 anos. Pelo preço e o cheirinho, acho muito bom e recomendo sim para crianças e para as mais crescidas.

3,5