Filme: Um Dia (2011)

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Sempre tive vontade de ler esse livro, do autor David Nicholls, mas sempre enrolava e nunca peguei para ler. Então decidi assistir o filme primeiro. Sim, eu sei que filmes nunca saem como os livros, mas pensei que se eu gostasse do filme, leria o livro depois. E, o roteiro do filme foi adaptado pelo próprio autor.

A história gira em torno de Dexter Mayhew (Jim Sturgess) e Emma Morley (Anne Hathaway). Eles se conhecem em 1988, depois de cursarem a universidade juntos. Mesmo suas vidas trilharem caminhos diferentes, todos os anos no dia 15 de julho eles se reencontram e o filme mostra a vida de cada um. Os dois, muitas vezes não seguem os caminhos que projetaram, mas sempre tem um ao outo para se apoiarem. O tempo vai passando até eles estão maduros para encarar os sentimentos que fizeram-lhes aproximar um do outro. Porém, a vida não é tão certa quanto parece.

Achei o filme bem legal de mostrar a realidade e a evolução dos personagens ano a ano (são vinte anos de história). Mas achei a história meio clichê, sei lá, sem muita coisa inovadora e um pouco superficial. A fotografia é muito bonita e adorei o sotaque da Anne  Hathaway, apesar de achar meio forçado.

É uma história bonitinha de amor, mas não espere um fim felizes para sempre. Espero realmente que o livro seja melhor.

3,5

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Viciadas em Séries #16: You’re Beautiful (K-Drama)

Nossa, quanto tempo sem Viciadas em Séries, né gente? Pois é… Com o final do ano, as provas e tudo o mais, não tive tempo para assistir muitas séries. Mas… hoje, eu trago uma novidade para vocês.

K-drama significa um drama  koreano (coreano), uma série. O termo se popularizou primeiramente com os J-dramas, ou seja, os dramas japoneses. Há alguns anos, eu era completamente viciada em dramas asiáticos, mas com o passar dos anos, fui desapegando deles. No entanto, quando vi na Netflix vários dramas, não resisti e tive de começar a assistir novamente.

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You’re Beautiful (Você é linda, na Netflix Brasil) é um k-drama produzido em 2009. Narra a história de Go Mi Nyu, uma noviça que de uma hora pra outra tem que se passar por seu irmão gêmeo Go Mi Nam, garantindo, assim, o lugar dele em uma boy band de sucesso, os A.N.Jell. Logo de início, o líder da banda, o autoritário e mal-humorado Hwang Tae Kyung, descobre que Go Mi Nam na verdade é uma garota e exige que ela saia do grupo! Além de lidar com “o líder”, Go Mi Nam terá também que se relacionar com os outros membros da banda, o gentil Kang Shin Woo e o divertido Jeremy, sempre escondendo que é uma garota.

Eu assisti esse drama logo que foi lançado, em 2009. Na época, como era mais novinha, tinha gostado mais desse drama, hoje nem tanto. Isso porque, como o próprio drama deixa claro em algumas partes, o público alvo é realmente as adolescentes.

Antes de falar qualquer coisa à respeito do drama, devo deixar claro que a cultura e a tradição na Coreia são bem distintas das nossas. Um país mais tradicionalista, é normal que os relacionamentos somente ocorram quando há intenção de se estabelecer um matrimônio, a “pureza” é muito prezada, e um simples abraço entre amigos pode representar mais do que aqui no Brasil.

Portanto, quando forem assistir esse drama, tenham isso em mente, e não espere cenas de beijos, abraços e pegações, apesar de ser uma história romântica. Creio que, justamente isso, aponta uma narração mais singela, ingênua, que por muitas vezes, sinto falta nas produções brasileiras. Não que eu queira dizer que devemos reproduzir o moralismo lá aplicado, longe disso, mas talvez apresentar as histórias com um lado sentimental seja algo que falta aos brasileiros…

Divagações a parte, esse não é um dos meus dramas preferidos. Parece que a todo momento surge um empecilho no romance que, pra mim, não chegam nem ao menos a serem obstáculos, mas novamente… Duas culturas, duas medidas.

Esse drama é meio bobinho, pelo menos é a minha opinião. Mas existem muitos outros bons, japoneses e coreanos. Vou procurar trazer mais deles, para que vocês sejam capazes de fazer as devidas comparações por vocês mesmos. Mesmo assim, este é um bom drama para se começar a ter contato com a cultura asiática e o estilo de narração, leve e divertido.

Peregrinado pela internet, achei esses bonequinhos fofíssimos dos personagens da série =D

2,5

Filmes: Jogos Vorazes: Em Chamas (2013)

Primeiramente tenho que dizer que estou feliz só por ver um filme antes do resto do mundo. #choragringo.

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A continuação de Jogos Vorazes (The Hunger Games) baseado no livro de Suzanne Collins não traz novidades para os leitores de Em Chamas. O filme segue praticamente todos os detalhes do livro. Para quem não leu ou assistiu o primeiro filme alguns detalhes importantes não são compreendidos, por isso nossa recomendação é saber a primeira parte da história. Além disso, quem viu o primeiro filme e agora vai ver Em Chamas vai reparar que muitos detalhes ficaram melhores e são perspectiveis em todos os sentidos.

Diferentemente de Jogos Vorazes, Em Chamas traz uma parte mais política, contando o que acontece após o desfecho do 74º edição dos jogos. Agora Katniss passa ser o símbolo da esperança para os povos dos distritos.  E, com a 75º edição e comemorando o 3º aniversário de 25 anos (a cada 25 anos há uma “comemoração” especial) todos os ex participantes dos jogos tem de voltar a arena, um de cada sexo, sem restrições com idade. Não é surpresa nenhuma em que Katniss volta a arena, pois é a única vencedora do 12º distrito. Além dela, Peeta também volta a essa guerra voluntariando-se no lugar de Haymitch. Katniss e Peeta também tem que continuar a fingir o romance entre eles à mando do Snow. E agora, quem irá sobreviver?

Veja outro trailer aqui.

Ao contrário do primeiro filme onde está voltado para a ação e combate para permanecer vivo, Em Chamas deixa essa parte de lado para não cair na mesmice e foca na parte política do livro. Faz uma ligação entre o primeiro e os últimos filmes ( A Esperança será dividido em duas partes) com ótima adaptação. A personalização e caracterização é incrível e a maioria dos detalhes foram reproduzidos com categoria. Realmente detalhes do figurino foram levados muito à sério, além das cenas externas dos distritos que ficaram bem realistas.

O fim do filme é exatamente igual do livro, parece que enquanto assistia ele ia me recordando de cada detalhe sendo narrado na minha mente  e o final também não seria diferente, incrível que até algumas dúvidas que tive ao ler também tive ao ver. Mas a maioria dos detalhes só serão revelados no último livro da trilogia.

Então, no geral prefiro filmes que seguem os livros e como os autores escreveram as histórias a filmes que apenas se baseiam em algumas partes dos livros e depois descaracterizam e mudam completamente a história. Eu prefiro ver no cinema o que imaginei lendo à ver algo totalmente oposto. Se você não gosta de filmes que seguem perfeitamente os livros esse filme não é pra você. Mas se espera um livro com uma bela adaptação de Em Chamas, vale à pena ver.

Lembrando que A Esperança será dividido em duas partes. A primeira está prevista para novembro de 2014 e a segunda para novembro de 2015.

5

Para Ler #20: Eu sou o Mensageiro

mensageiroEd Kennedy tem 19 anos e nunca encontrou algo em que fosse bom. Sempre sendo levado pela maré da vida, as coisas simplesmente foram acontecendo com ele; e quando não aconteciam, ele não fazia a menor questão de correr atrás. Sem pensar em ir para a faculdade, tornou-se taxista e para ele estava tudo bem. Até que um dia, quando está em um banco em companhia de seus amigos idiotas, um assalto ocorre e sem pensar muito, Ed reage e consegue deter o ladrão.  A partir desse momento, Ed recebe estranhas cartas de baralho pelo correio, cada uma delas com diferentes coisas a serem feitas, mensagens a serem entregues. Lentamente, a vida de Ed mudará…

Eu sou o Mensageiro é um romance do já conhecido e aclamado Markus Zusak, autor do livro A menina que roubava livros. Incrivelmente, neste, que é anterior ao seu best-seller, eu sinto uma atmosfera mais pesada, mais pessoal. A psique das personagens é muito bem construida. A orelha do livro narra que:

“Ed conhecerá novas pessoas nessa jornada. Conhecerá melhor algumas pessoas nem tão novas assim. Mas, acima de tudo, a sua missão é de autoconhecimento. Ao final dela, ele entenderá melhor seu potencial no mundo e em que consiste ser um mensageiro” (Editora Intrínseca)

E é realmente o que eu sinto, é uma jornada de autoconhecimento. Praticamente um livro escrito para o Ed, não para mim e nem para você. Mas, ao mesmo tempo, e eu sei que isso vai soar louco, escrito para todos, porque o Ed pode ser qualquer um, tanto eu como você. Entendem?

Nunca li livro de autoajuda (fora um de organização que a minha mãe tem), porém acredito que este é um livro motivador, sem soar falso. Ao fazer o Ed refletir sobre a vida dele, nos faz parar e refletir sobre a nossa. Sem forçação de barra.

Quanto a narração do livro, ele é um livro adulto, que se utiliza de palavrões, gírias, expressões que condizem com a idade do narrador, o que para mim, soou quase como se eu estivesse lendo outro autor que não o da  A menina que roubava livros. No entanto, o estilo de narração é a mesma delícia. Li esse livro em duas tacadas: os três primeiros capítulos em um dia e o resto do livro em outro; de tanto que a história te segura. Você quer saber o que vai acontecer com o Ed, como ele vai resolver os problemas, o que ele vai receber a seguir…

Teve um momento que eu achei particularmente curioso no recurso de narração em que o Ed falou diretamente conosco, os leitores, nos transformando em interlocutores diretos. É curioso isso porque em quase todo o resto do livro, parece que ele narra a história sem ter ciência que estamos acompanhando a narrativa, como se fosse uma narração em 1ª pessoa normal. Este é o primeiro momento que ele deixa transparecer que sabe que estamos acompanhando toda sua jornada, que o que estamos lendo é na verdade um livro.

Agora eu pergunto:

O que você faria no meu lugar? Me diga. Por favor, me diga!

Mas você está longe disso. Seus dedos vão virando a esquisitice destas páginas que de certa forma ligam a minha vida com a sua. Seus olhos estão seguros. A história pra você não passa de mais umas 100 páginas em sua mente. Pra mim, está aqui. É agora. Tenho que ir até o fim, considerando o custo a todo momento. (…)

Esse é, com certeza, um dos melhores livros que li no ano até o momento, com uma temática bem diferente, mais adulta, pessoal e interna. Creio que este livro não é perfeito, uma obra prima, mas que para mim, fez toda a diferença!

5

Para Ler #15: Jogos Vorazes, a trilogia

livro-box-trilogia-jogos-vorazes-3-volumes-novo-lacrado_MLB-O-3991441103_032013“Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demostra seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte!

Para evitar que a sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido Distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?” *

Quem me conhece sabe que adoro distopias, e antes mesmo que a modinha começasse (com Jogos Vorazes, aliás), já havia lido alguns livros a respeito do tema, como 1984 (George Orwell). Por isso, quando tomei conhecimento da sinopse do livro, tive de lê-lo.

No início, achei-o muito parecido com uma obra que já havia lido anteriormente, o Mangá Battle Royale. Porém, quando li os outros dois livros da trilogia, compreendi que havia um grande diferencial no que Suzanne Collins nos apresenta: ela reconta nossa história.

E digo, e acredito, nisso, porque há várias características que estão presentes no livro que podem ser encontradas em nossa sociedade ou sociedades de um passado não tão distante assim, como, por exemplo, a fome, a miséria, a dominação dos meios de informação, o medo de revolta, ditaduras, reality shows como manipuladores de informação, etc. Não é preciso pensar muito para perceber o que digo. As ditaduras militares, a guerra fria, a primavera árabe, e até mesmo as recentes manifestações no Brasil (conhecidas como revolta do vinagre, se você não está entendendo o que estou dizendo), em que manifestantes gritavam palavras de protestos contra emissoras de TV, estão, de uma forma ou outra representadas no livro.

E, novamente afirmo, é esse o grande diferencial do livro. Porque é impossível um livro fugir a época em que foi escrito, no entanto, pouquíssimos livros que são destinados ao público juvenil nos apresenta de forma tão crítica e sutil essa perspectiva da sociedade.

Sei que muitos que leram o livro não pararam para pensar nisso. Muitos apenas se focaram no triângulo amoroso, ou então no derramamento de sangue, todavia, se ao menos uma parcela dos leitores refletiram sobre o tema, já é um avanço. Ultimamente, ando muito chateada com os livros juvenis, principalmente os chamados Young Adults, pois poucos são aqueles que realmente passam algum conteúdo. Sei que nem todos os livros são feitos para informar, alguns possuem somente a função de divertir, porém, o que esperar no futuro de uma juventude que só se preocupa em achar (ler) o “príncipe encantado”? Querendo ou não, livros são formadores de opinião e podem influenciar no decorrer do mundo.

Já citei aqui que um dos meus seriados favoritos é The Closer. Na segunda temporada, Brenda encontra um agente da CIA que faz a seguinte declaração:

— Estranho não é? Nossos inimigos nunca mudam. Na Segunda Guerra Mundial recitavam “Mein Kampf” enquanto colocavam as pessoas nas câmaras de gás… E na maior parte da minha vida profissional, atiravam na sua nuca, em nome de Marx e Engels. Agora usam inapropriadamente o Alcorão. As mesmas pessoas. Livros diferentes.

Portanto, na minha opinião, o mérito de Jogos Vorazes se encontra em não ser somente mais uma história bobinha para adolescentes, feita para vender.

E talvez, por isso, que essa seja uma resenha incomum, porque falo de três livros ao mesmo tempo. É que seria impossível dar o enfoque que estou dando até agora se falasse deles separadamente. A autora aborda a sociedade e a revolução nos três livros. Desde o momento em que é somente uma fagulha, até que ela explode.

Acima citei a “Revolta do Vinagre”. O segundo livro possui um trecho que representa bem, para mim, aquilo que ocorreu no Brasil nas últimas semanas:

Esperamos os outros voltarem, mas quando os elevadores se abrem, apenas Haymitch aparece.

— Está uma loucura lá. Todo mundo foi mandado para casa e eles cancelaram a reprise das entrevistas na televisão.

Peeta e eu saímos correndo em direção à janela e tentamos entender a agitação nas ruas.

—  O que estão dizendo? — pergunta Peeta. — Eles estão pedindo que o presidente pare os Jogos?

— Acho que nem eles mesmos sabem o que pedir. A situação toda é inédita. Até a ideia de se opor à agenda política da Capital é uma fonte de confusão para as pessoas aqui — diz Haymitch.

E creio que representa bem porque as pessoas foram às ruas sem saber ao certo pelo que pleitear. Sem saber se era possível isso, pois já há tanto tempo tempo não ocorria um movimento desse gênero, que ele ficou “adormecido na memória” (“O Gigante não está mais adormecido”, lembram?)

Agora, quanto ao que sempre comento dos livros (personagens, narração, ritmo, etc.)

Devo começar dizendo que a tradução da Rocco está uma BOSTA! Desculpem-me o palavreado, mas é a mais pura verdade. Está tão ruim que eles próprios readaptaram termos do primeiro para o segundo livro e destes para o terceiro. “Katniss, a Garota Quente”… Tsc, tsc…

Quanto aos personagens, adorei que, finalmente, apareceu nos livros juvenis uma protagonista que toma as rédeas da situação para si, que não se desmerece em favor de seus pares românticos e que tem atitude. Já havia dito na resenha de A Mediadora que a Suzannah era uma das melhores partes. Acontece que a Katniss é  muito mais altiva, independente, e sinceramente, já estava cansada de esperar uma personagem assim nos livros juvenis (Novamente o meu descontamento aparecendo…)

A narração, para mim, em conjunto com os recursos estilísticos, foram muito bons. Em alguns momentos, você sente a história “correr” mais rápido ou mais devagar, mas mostra justamente, aquilo que ocorre com a Katniss: momentos em que ela tem de lutar de forma feroz para sobreviver, momentos em que ela sente que não pode fazer nada para mudar a situação.

Nunca disse isso antes aqui, entretanto, toda vez que avalio um livro, avalio como se fosse seu público alvo, mesmo que eu não seja. Sei que existem distopias muito melhores, algumas até foram utilizadas para influenciar guerras, por exemplo (é verdade, principalmente a imagem do Comunismo/Socialismo na Guerra Fria), mas tais obras não são destinadas ao público juvenil. Jogos Vorazes aborda o que pode para destinar a obra para tal público. E, por isso, nada mais justo do que merecer nota 5.

Já vi o filme (principalmente porque agora  tem na Netflix) a Netflix removeu o filme e também possuo uma bitola da onde a autora se inspirou para nomes, números e algumas características da sociedade. Quem sabe algum dia não conto pra vocês, certo? ^.~

5

*Sinopse retirada da aba do volume 1

Para Ler #14: A Hospedeira

CapaHospedeira300dpiDecidi fazer essa resenha porque há algum tempo atrás publiquei a resenha do filme. E não poderia deixar de publicar sobre o livro também. Assim, não vou falar novamente a sinopse do livro porque ficaria repetitivo. Quem tiver dúvidas pode checar nesse post.

Tenho esse livro há muito, muito tempo. Desde de que foi lançado. E para falar a verdade, já o havia lido antes de ser lançado no Brasil, em formato de E-book traduzido pelos fãs.

Por isso mesmo, posso dizer que a edição da Intrínseca está muito boa, com termos bem adaptados e com cuidado na diagramação. É um livro aparentemente grosso, mas sua leitura vai que nem quiabo.

A narração dele está melhor do que o roteiro do filme (muito melhor), porém isso não o faz uma obra prima. Creio que de todas as obras de Stephenie Meyer que li (somente a saga Crepúsculo), essa é a melhor até agora. É perceptível a melhora no estilo de narração. Ao contrário da Bela, que a única coisa que sabe fazer é respirar pela boca (alguém aí já assistiu aquele vídeo do Felipe Neto?), essas personagens tem um pouquinho de atitude (só um pouquinho, ok?), o que faz a história correr mais rápido que Crepúsculo.

Novamente Stephenie utiliza a fórmula do triângulo amoroso, só que nesse caso, é mais um quarteto de mentes e um triângulo de corpos. Estou realmente cansada dessa fórmula, principalmente da forma que é apresentada em livros juvenis.

Quem me conhece sabe que gosto muito de distopias, livros pós-apocalípticos, e tal, principalmente porque fico imaginando a forma que sobreviveria nesses mundos. Pelo menos isso eu gostei na obra. Apesar de ser uma “solução fácil”, o cenário criado por Meyer conseguiu me convencer e desejar que, caso fosse eu, também me encontrasse lá.

No final do livro (calma, não é spoiler), a autora deixa um gancho para a continuação, caso queira. A verdade é que eu não quero. Acho que a história já deu aquilo que tinha de dar; já passou a mensagem que desejava. Uma continuação só seria uma chateação e um livro a mais que eu me obrigaria a comprar.

As minhas considerações finais, portanto, são as que o livro é bom, o mundo criado pela autora, pelo menos para mim, é inovador, juntamente com seu seres.

3

Para Ler #13: A Mediadora: A terra das sombras

a mediadoraSuzannah Simon tenta ser uma adolescente comum. Só há um pequeno porém: ela é uma Mediadora. Ou seja, ela enxerga e conversa com fantasmas e sua função é ajudar aqueles que, por algum motivo, ainda estão presos nesse mundo a passar para o outro plano espiritual. Porém, agora ela irá começar uma nova fase em sua vida. Sua mãe acaba de se casar e ela terá de se mudar para a Califórnia. Em sua nova casa, Suzanna acaba por encontrar um fantasma; um lindo e belo fantasma que mora em seu quarto. Agora ela terá que conciliar sua nova vida com a vida de uma Mediadora e ainda tentar resolver a situação com Jesse.

Adoro a Meg Cabot. Acho que ela sabe escrever para várias idades. Uma das minhas séries favoritas de Chic-lits é justamente “Garoto”. Em A Mediadora, Meg nos apresenta ao estilo de protagonista que eu mais gosto: Forte, ativa, que não fica esperando as coisas acontecerem sentada.

— Se está pensando — interferiu Heather com sua vozinha ranhenta — que eu vou ficar aqui de braços cruzados deixando que você entregue o meu armário a esta perua…

— Se me chamar de vagabunda mais uma vez, coisinha, vai passar o resto da eternidade dentro deste seu armário — avisei.

Heather me olhou sem a mais leve sombra de medo. — Perua — disse então, esticando bem a palavra.

Eu a acertei tão rápido que ela nem viu o meu punho chegando. Foi um murro tão forte que ela saiu rolando pelos armários enfileirados, fazendo mossa nas portas. Foi cair de cara lá adiante no piso de pedras, mas um segundo depois já estava de pé novamente. Eu esperava que ela revidasse, mas em vez disso Heather deu um gemido e saiu correndo pelo corredor. “Não é de nada”, falei, mais para mim mesma.

Acho que a Suzannah é o que faz dessa série boa. Ela faz as coisas acontecerem, a história correr, ter ritmo. Aliás, quanto ao ritmo, o livro possui um muito bom. Em duas horas eu já havia devorado a história e estava seguindo em direção  à continuação.

Meg ainda soube misturar muito bem ação, aventura e uma pontinha de romance, o que faz da obra a ideal para o público juvenil.

Esse é o primeiro livro da série A Mediadora, que no total, possui 6 livros.

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