Gilmore Gilrs: Um Ano para Recordar (2016)

Já tinha dito neste post aqui  os motivos que eu tinha para te convencer assistir Gilmore Girls. Nesse mesmo post disse que a nossa queridinha Netflix fez um “spin-off” com 4 episódios extras contando um ano na vida das Gilmore. Você que assistiu Gilmore Girls deve saber que a última temporada não foi escrita e dirigida pela criadora original da série, fazendo com que a mesma acabasse um pouco sem sentindo, desconectada da essência original.

Pois bem, hoje quero trazer minha opinião sincera sobre essa continuação.

A primeira coisa que senti foi que nada mudou. Sim, muitos anos se passaram, a tecnologia evolui em um estalo, muitas coisas mudaram, mas eu senti que nada mudou. Stars Hallow continua a mesma. A essência da cidade não mudou. Você não consegue sentir a diferença entre a série original e esse especial, tudo é muito fluido. Parece que acabou um episódio há um tempo atrás e esse novo é só uma continuação. Sim, nesse especial estamos em 2016, Rory tem 3 celulares, Luke tem Wi-fi na lanchonete, April tem 22 anos, mas no fundo nada mudou.

Os atores continuam atuando brilhantemente. A Lorelai ainda consegue falar 172 palavras por segundo. Todos ainda representam suas personagens como se não houvesse uma distância de 9 anos entre o fim de Gilmore Girls e o começo de Um ano para recordar. Percebemos como alguns atores pararam no tempo (Lorelai, Emily, Michael) e outros conseguimos ver que o tempo passou (Luke, April, Zach).

Você surpreenderá com as personagens que aparecem e não sentirá falta de nenhum. Se não está atuando, alguém que eu lembrei foi citado no decorrer dos episódios. Ninguém foi esquecido ou deixado de lado. Tem gente que aparece que você nem lembra quem é. Se tem uma coisa que não faltou foi trazer todos os atores originais de volta. Amor, é a minha definição para isso. ❤

Emily foi a melhor personagem para mim. Ela consegue ser diversificada, clássica, moderna e divertida. Você percebe como a Emily mudou. Ela cresceu com a morte do Richard (que é lembrado em todos os episódios). Com Emily o trio Gilmore está completo. Lorelai nunca seria o que é sem Emily assim como Rory nunca seria o que é sem Lorelai. Outro destaque seria para Paris. Paris também foi brilhante. Consegue passar tudo como realmente a personagem foi construída. Paris sendo sempre Paris.

Concordo com a maioria das críticas que li que a ordem de episódios mais legal seria Outono (o quarto), Inverno (o primeiro), Primavera (o segundo) e Verão (o terceiro) respectivamente. No Outono você tem grandes surpresas como a aparição de personagens inesquecíveis em Gilmore Girls. E inverno é a reapresentação de tudo e de todos. São os mais emocionantes.

Minha única crítica negativa seria que alguns momentos o seriado não me prendeu a atenção, e a maioria deles envolvia um musical, um espetáculo. Achei que essas partes foram muito longas e tiraram um tempo que seria importante para contar mais da história. Confesso que nesses momentos meu celular estava mais atrativo e achei um “enche história” para ocupar o tempo. Foi a única parte que eu realmente não consegui amar.

Vimos que Lorelai teve seu ciclo encerrado. Sua história foi muito bem contada e todas as pendências foram resolvidas. Tudo foi muito bem amarrado e não fiquei com a sensação que tive no fim da sétima temporada de: – é isso? – esse é o fim? Pelo menos com a história de Lorelai tudo teve um final muito adequado com ela.

Por último, tenho que dizer que eu soube das 4 palavras antes de vê-las. Não aguentei e tive que sabe-las. Porém, não estraga a história. Você só presta mais atenção e não tem a surpresa no fim. Claro que não vou contá-las. Mas essas 4 palavras deixa uma abertura, que Amy (escritora e produtora) pode ou não usar para criar uma continuação. E a grande questão que fica é: Teremos uma continuação. Seria incrível, mas se terminar assim foi incrível também. Porém, não custa tentar: FAZ A CONTINUAÇÃO NETFLIX, NUNCA TE PEDI NADA.

No fim conseguimos assimilar que esse projeto de fazer 4 episódios para realmente dar um fim para Gilmore Girls foi um grande projeto, com a participação de todos, muito bem escrito, produzido, distribuído e planejado. Tudo estava adequado. Tudo tinha sentido, nexo e realmente me deixou satisfeita.

10 Motivos para assistir Gilmore Girls

Sim, comecei assistir Gilmore Girls, e acabei a primeira temporada (com 21 episódios de cerca de 45 minutos) em 3 ou 4 dias. E achei tão boa que nem acabei de ver a série e já quis escrever aqui. Então eu tentei reunir os principais motivos para você também começar assistir Gilmore Girls.

1 – Tem na Netflix. Sim, pra mim, só o fato de estar no catálogo da Netflix já é um passo a frente para eu começar a assistir. A facilidade de assistir quando e onde quiser, sem propagandas e no seu tempo já é um bom primeiro motivo para você dar uma chance. Lembrando que a série entrou no catálogo dia 01/07/2016.

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Essa sou eu perdida para escolher algo no catálogo da Netflix

2 – Nostalgia. Se, você assim como eu, tem seus vinte e poucos anos, você com certeza pegou a fase na qual poucas pessoas tinham tv a cabo e internet em casa. Então, a solução era a boa e velha tv de tubo com os canais abertos. E, graças ao SBT, você conheceu muitas boas séries na sua infância (Santo Silvio Santos). Uma delas foi Gilmore Gilrs, ou Tal Mãe, Tal Filha, como ficou o nome em português. O problema do SBT é que ele cortava bastante coisa para diminuir a duração e caber na grade e não passava os episódios em sequência, o que fazia muitas vezes eu e você perdermos o fio da meada.

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-Eu dormi muito. Quando acordei já tinha passado 16 anos desde a estreia da série.

3- As Garotas Gilmore. Quando comecei a assistir a série fiquei me perguntando se realmente o seriado é de 2000. Sim, 16 anos atrás. Ele aborda temas que não saem de época. Incrível mesmo é imaginar que as Garotas Gilmore são tão guerreiras e fortes. Tanto Lorelai quanto Rory são evoluídas para suas gerações. Hoje, consigo entender muito mais seus pensamentos do que se visse o seriado algum tempo atrás.

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Gilmore Girls me abraçam

4 – A seleção de músicas. Simplesmente estou apaixonada pela música de abertura, não consigo parar de cantar e acredito que a letra é a melhor tradução para o seriado.

– Eu não posso ajudar. – Eu estou obcecada. Essa música não sai da minha cabeça.

5- Adoro as esquetes antes da abertura. São todas bem boladas e engraçadinhas e tem tudo haver com a história que a série quer passar. Além disso, a série é recheada de referências, de todos os tipos, desde filmes, livros, lojas, marcas, famosos na qual dá um toque muito especial e intelectual à série. Todos os episódios te alfinetam em questões cotidianas, e te faz pensar em pequenas coisas, abre diálogos para “tabus”, aponta debates em relacionamentos, discute questões como machismo e feminismo, e, consegue ainda assim ser leve e divertido.

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Lalalalalalalá

6- Você verá atores, que hoje são famosos, no começo da suas carreiras. Sim, o Sam (Jared Padalecki) de Supernatural é Dean em Gilmore Gils. Tristan (Chad Michael Murray) virou Lucas em Lances da Vida. A Melissa McCarthy hoje é uma das atrizes bem cotadas, faz o seriado Mike e Molly e inclusive vai estrear o filme Caça Fantasma esse mês (estreia dia 14/07/2016).

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– Isto é gostoso.

7 – Os personagens são bem construídos, com características humanizadas, positivas e negativas. Cada personagem tem um detalhe, um jeitinho, uma personalidade que atrai o telespectador. Lorelai é mãe mente aberta a frente do seu tempo. Rory é matura para a idade, somada a sua inteligência excepcional. Luke é meu personagem favorito, não lembrava que ele tinha essas tendências naturebas, sendo as vezes até chato. Sookie também é bem carismática com sua personalidade forte. Todo o conjunto realmente foi bem escrito. Cada personagem foi bem pensado, bem planejado e bem executado.

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8- Os cenários são bem variados, ao contrário do que muitas séries fazem hoje de passar geralmente em um ou dois ambientes, Gilmore Gils surpreende com a quantidade de cenários no qual as cenas são gravadas. Todos os episódios tem: a casa de Lorelai, o café do Luke, a escola da Rory, o mercado no qual Dean trabalha, muitas vezes cenários amplos na cidade, a cozinha e o lobby do hotel, a casa dos pais de Lorelai e as vezes muito mais em um único episódio.Os figurantes são em grande número e realmente você acaba se vendo dentro de Stars Hallow. Aqui eu comecei a perceber o quanto seriados antigos davam valor para isso.

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– Isto é uma Religião. – Isto é um estilo de vida

9- As tiradas e os pensamentos de Lorelai. Sim, quero ser uma Lorelai, com sacadas rápidas e ironias. Lorelai tira sarro de tudo e não deixa que nada te abale. Ela teve que tomar decisões de adulto quando ainda era uma adolescente e claramente isso reflete na sua personalidade. Sua relação com Rory é de amizade, não deixando de ser mãe. E essa relação é o tema principal que a série quer transmitir.

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10 – Terá 4 episódios extras lançados pela Netflix. Sim, a Netflix divulgou que esse ano Gilmore Girls terá 4 novos episódios de 90 minutos, chamado Gilmore Girls: Seasons e está previsto para lançar em 22 de novembro de 2016. Cada episódio representará uma estação do ano, totalizando um ano na vida das Gilmore Girls.  =D

Foca na parte na qual ela fala que terá novos episódios ainda esse ano o//////////

As Gilmore Girls arrasam

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Imagina!!!

 

Filme: A Onda (2008)

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Sabe aquele filme que deixa marcas, A Onda é esse tipo de filme. Não vai ser um simples filme que te distraiu por algumas dezenas de minutos. Disponível na Netflix, já sabia da sua existência há bastante tempo, porém nunca escolhia-o. Minha sensação é que eu deveria tê-lo visto antes. Veja antes que saia do catálogo.

Baseado em um experimento social real, o filme mostra a rotina de um professor, no qual queria ministrar aulas de anarquia em uma semana de projetos na escola em que dá aula para o ensino médio, porém, acaba perdendo essa matéria para outro professor e se vê obrigado a ministrar aulas de autocracia. Em sua primeira aula, questiona seus alunos se em uma democracia (o filme passa-se em 2008, na atual Alemanha) pode-se nascer uma ditadura.

Atente-se para as informações passadas pelo próprio professor, que explica o que é autocracia e como uma ditadura surge. Autocracia significa autogoverno. Na autocracia, o individuo ou o grupo tem o poder de mudar as leis se achar necessário. Para seus alunos para um sistema autocrático é necessário uma ideologia, controle, vigilância, insatisfação, e um líder e isso não aconteceria nos tempos atuais com a evolução.

Assim começa um experimento que ele implanta na sua sala de aula. Todos os atos pequenos porém singelos causam efeitos naquela turma. A forma de expressar-se ao “superior” (Sr.Wenger), a marca (A Onda), a forma de andar (marchar) e vestir (o uniforme retira a individualidade e evidencia o coletivo), a saudação (em formato de onda) e outros atos mexem com o pensamento de todos os alunos e começa uma manipulação mental no qual a maioria está imersa. Quem questiona está excluído, quem não segue o padrão também não é reconhecido. Cria-se um nome e com ele um movimento adotado pelos alunos, que cresce e vai além das salas de aula.

O misto entre todos esses atos aplicados sobre adolescentes, no qual não são tão responsáveis, misturados a festas, drogas e álcool intensifica muito o movimento e ele sai do controle e o resultado disso tudo será inesquecível e sem voltas.

O interessante do filme é que ele te faz pensar, desde coisas simples do dia a dia até atos grandes que talvez se encaixe com sua realidade. Você começa a se questionar em todos os lados a manipulação que está em sua volta, das pessoas, marcas, mídia, política e outras tantas ao seu redor. E, se você parou para pensar e questionar, o papel do filme foi cumprido.

Detalhe: Se atente que o Marco é o Wolfgang de Sense8 mais novo.

O que achei sobre as novidades da Globo – SuperStar e Meu Pedacinho de Chão

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A Globo estreou duas novidades essa semana: SuperStar e a nova novela das 18h – Meu Pedacinho de Chão.

SuperStar é um programa exibido depois do Fantástico no fim do domingo, onde o intuito é descobrir uma nova banda brasileira. O programa segue o estilo do The Voice Br, tendo um foco musical. Apresentado por Fernanda Lima e André Marques, com ajuda de Fernanda Paes Leme, o programa iniciou com algumas gafes. A primeira e mais comentada foi o aplicativo disponibilizado pela Globo para que o grande público baixasse e votasse para decidir qual banda deveria de classificar, porém, o aplicativo deu erro a maior parte do tempo e milhares de pessoas não conseguiram sequer entrar, inclusive nós. (Até postamos uma foto lá no nosso twitter, @blogdasgemeas)

As primeiras bandas foram prejudicadas por um erro bobo, já que era só disponibilizar mais servidor. Outra coisa que não colou foram os técnicos/jurados: Fabio Jr, Ivete Sangalo e Dinho Ouro Preto. Eles tiveram suas participações ofuscadas e ficamos sem entender o real papel deles. Fernanda e André até formam uma boa dupla, porém seus looks foram bem questionados no twitter e facebook. No fim, pareceu uma cópia da cópia, sem novidades e grandes considerações. Vamos aguardar os próximos programas.

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Agora, falando da nova novela das seis, sua estreia que ocorreu segunda feira dividiu muitas opiniões. Vi bastante gente criticando e muita gente elogiando. A novela conta a história de uma vila, onde há um coronel que “manda” na cidade e algumas famílias que vivem nessas terras. Quem narra essa história são duas crianças e daí vem a questão de tudo ser infantilizado: os cenários, as roupas, os personagens e até as coisas das cenas (a vaca é de plástico, as frutas são fake, o cavalo de brinquedo, etc).

Muita gente questionou de não se tratar de uma novela infantil pois só há duas crianças no elenco. Realmente, a novela é vista com os olhos que você quer enxergar. Mas há um lado infantil, já que há a inocência da visão das crianças. Basta prestar atenção que é fácil ter essa percepção. Muitas cenas contém duplos sentidos (não no sentido de putaria) e cada um enxerga de uma maneira.

A cenografia é bem colorida e até chega a ser exagerada. Tons pastel se mesclam a tons mais escuros. Boa parte das cenas são desfocadas, o que me irrita um pouco, porém, faz uma mescla das cores e deixa a fotografia mais uniforme. Em relação a história, inicialmente o narrador mirim fala que a história não se passa numa determinada época, entretanto se analisarmos bem as cenas conseguirmos perceber que se trata de uma novela de época, onde não há tecnologias, há escravas negras ao invés de empregados, há o coronelismo – ficando claro que candidatos são escolhido por coronéis, há vitrolas para tocar música, muita gente anda de cavalo e só os ricos possuem carro. É uma novela que traz um novo conceito de novela de época infantilizada.

A história retrata também a questão da inserção de uma professora na vila, onde o coronel é totalmente contra. Lembra muito história da novela Lado-a-Lado, onde as épocas e muitas personagens possuem as mesmas características. Muitas profissões são clássicas e as que “fogem” desse contexto acabam não sendo aceitas, como a história mostra com o filho do coronel.

Além da historia parecer bem bonitinha, vai ser curta, com cerca de 100 capítulos, o que sinceramente acaba com a enrolação. E, vamos combinar que a baixaria e putaria vai ser deixada de lado, o que realmente é um ponto positivo. Por fim, até agora o conteúdo é de alta qualidade, e sinceramente, precisamos de novelinhas assim e menos porcaria na tv incitando a putaria, a violência, a matança desgovernada, o drama exagerado e outras coisas que temos por aqui.

Fim de How I Met Your Mother + 5 motivos pra você assistir

Se você ainda não viu o fim de How I Met Your Mother e quer desesperadamente saber o fim, leia esse texto até o fim. Saiba que esse texto terá o máximo de spoilers possíveis, então não reclame.

O último episódio da série foi um episódio duplo (23-24) da nona temporada. Foi transmitido pela CBS segunda feira (31-03-14), e marca o fim de uma das séries mais queridas dos últimos tempos.

Resumo: o episódio começa em 2005, onde o grupo (Ted, Barney, Lily e Marshall) acabam de conhecer Robin, e Lily percebendo que Ted e Barney estariam interessados nela faz com eles prometessem com que só ficariam com ela se casassem com Robin: no tempo atual Barney acaba conseguindo.

Barney e Robin estão se casando e Ted finalmente vê sua futura mulher, porém ele tem que pegar um trem para se mudar para Chicago. Acaba que o trem atrasa 45 minutos e Ted a conhece no ponto de partida do trem, e por ela, decide ficar em NY.

Em 2015, Ted está planejando um casamento grandioso e descobre que vai ser pai, e como sua mulher quer caber no vestido, só se casa sete anos depois. Barney e Robin se divorciaram depois de três anos de casados. Robin virou uma correspondente internacional e o relacionamento dos dois estava enfraquecido.

Lily e Marshall tem mais um bebê – o terceiro. Depois de algum tempo Marshall é convidado para ser juiz novamente. Robin ainda possui sentimentos por Ted e não se sente bem ao vê-lo com sua mulher na festa de Halloween.

2018 – Barney, Lily e Ted ainda se encontram no Mc’ Larens, porém, eles já não são os mesmos e não passam das 22h no bar. Barney acaba criando um novo Playbook e continua mulherengo, acaba engravidando uma mulher e tem uma filha, quando a pega no colo descobre que esse bebê é o amor da vida dele.

Ted acaba de contar a história de como conheceu a mãe de seus filhos para eles. No fim descobrimos que a mãe adoeceu e acabou falecendo. Sua filha entende que como sua mãe mal aparece na história, Ted está pedindo permissão para eles, seus filhos, para voltar a ver Robin. Com a permissão concedida, o episódio acaba com Ted com um trompete azul na casa de Robin.

O que eu achei – Fiquei pensando, e no fim não tenho uma opinião concreta. Não gostei do fato do Ted ter que correr atrás da Robin sempre, mas entendo que ela era o amor da sua vida. Mesmo assim, o último episódio não parece característico de HIMYM, com cenas mais dramáticas do que com comédias. Mas vendo com outros olhos, isso pra mim é real e pode acontecer na realidade. Pra terminar, vou parafrasear o pessoal do Insubs: não importa o destino, o que importa é a jornada, e Ted realmente mostrou sua jornada, com altos e baixos, de um jeito diferente de todos. Sua história foi contada da melhor maneira possível e isso faz da série uma das quais não vou esquecer. Então, pra quem não gostou do final, simplesmente veja o que a série conseguiu passar até o penúltimo capítulo. Tenho certeza que apesar do fim, a série foi marcante para todos.

Por último, vou deixar 5 motivos do porque você deve assistir HIMYM:

1 – A linguagem em que a série é transmitida. Todos conseguem entender e acaba sendo acessível para todos os públicos. Adoro a linguagem de todos os personagens, e acaba sendo uma série desde para “crianças” até para senhores.

2 – Os personagens: cada um muito bem definidos, com uma missão no grupo. Ted é o romântico, que vê o mundo cor de rosa. Ele é daqueles que quer casar, ter dois filhinhos, uma casa, um cachorro e uma esposa e não cansa até conseguir. Lily é a líder, tem a cabeça aberta mas tudo muito claro. Marshall é o caipira, quer um mundo melhor. Barney é o cafajeste, que só quer as coisas ao seu benefício e Robin é a estrangeira, que tem que se adaptar a vida americana.

3 – Nada fica solto. Tudo que é jogado depois é revisto e amarrado. Nenhum fio é desatado e tudo tem um porque. Talvez você nem lembra mais, mas depois de 2 ou três anos a história volta e te conta o fato real. Menos a história do abacaxi, vamos morrer sem saber do abacaxi.

4 – Tapas, sem comentários.

5 – Aproxima-se da realidade. Talvez não da brasileira, mas muitas coisas você se identifica. Talvez tenhamos amigos parecidos, talvez vivemos situações parecidas, o que deixa a história melhor. A graça tem mais graça e o drama fica mais dramático. Ted conta uma história em que tudo é possível.

Bom, é isso. Eu recomendo muito essa série. Vai deixar saudade. Pena que acabou =(

Viciadas em Séries #14 – How I Met Your Mother

hymym 2Você gostaria de saber a história de como seus pais se conheceram? É isso que Ted Mosby está fazendo, contando aos seus filhos. Uma longa (muito longa, muito muuuuito longa) história de como conheceu a mãe dos seus filhos. Mas Ted não esquece nenhum detalhe, ele conta em 2030 o que aconteceu em 2005. Hahahaha. Pra mim é uma série bem estilo Friends, onde amigos se juntam e se envolvem nas histórias dos outros. Sabe aquele típico filme americano onde amigos de quarto da faculdade tornam melhores amigos e começam a dividir um apartamento. Isso que me vem a mente quando assisto HIMYM (é muita coisa pra digitar).

Ted Mosby é um arquiteto que mora em NY com seu amigo de quarto Marshall, e mais pra frente com a namorada do Marshall: Lily. Além deles pra integrar esse grupo faltam Barney e Robin. Eles formam uma amizade muito estranha e ao mesmo tempo são muito unidos. A história gira-se em todos os relacionamentos em que Ted viveu antes de encontrar o amor de sua vida. Porém, parece que não dá nada certo até isso acontecer.Tudo acontece com seus amigos, menos com Ted, que ainda tá solteiro e passa por milhões de relacionamentos. E a série não diz quem é a maldita mãe dos filhos de Ted até onde eu vi. Já vi mais de 70 episódios.

No começo achei uma série chata, mas depois fui me acostumando com os personagens e agora estou vendo de 2 a 3 episódios antes de dormir. Estou na terceira quarta temporada e nem sinal da mãe dos filhos do Ted. É a série que mais enrolou até agora, mesmo assim não consigo deixar de vê-la.

Detalhe para Barney, sem dúvida meu personagem favorito (também gosto do Ted, coitado), com seus truques de mágica (parece que o ator do Barney que gosta de mágica), suas teorias sobre mulheres e sem dúvidas seu terno. Legen…DARY.

A história flui muito bem e parece que todos os detalhes estão interligados (coisas que aparecem no começo também aparece em outras temporadas) e torna-se uma séries descontraída. No fim, to amando HIMYM e não queria que acabasse (esse ano é a nona e última temporada).

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Documentário: Hiroshima – BBC History of World War II (2005)

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Decidi assistir esse documentário após vê-lo disponível na Netflix. Hiroshima é um documentário produzido pela BBC EUA para ser exibido em 2005, marcando o aniversário de 60 anos do ataque à Hiroshima pela Bomba Nuclear.

Em minha opinião, o documentário possui três fases: A primeira na qual mostra-nos a fase de preparação da bomba e a realização dos testes, denominado Trinity; A segunda que mostra a necessidade do ataque e o bombardeio em si; E a terceira que mostra as consequências pós-bombardeios, em termo de vítimas e fim da Segunda Guerra Mundial.

Para mim, este documentário é extremamente capcioso. É um documentário feito por americanos para americanos. A todo momento, o documentário tenta justificar e explicar a decisão de bombardear tal cidade japonesa, “relatando-nos” que “a bomba foi crucial para o fim da guerra e que impediu a morte de milhares de pessoas, entre militares americanos e civis japoneses”. Em algumas partes, os americanos são pintados como heróis: “aqueles que se arriscaram para realizar o teste”, “o soldado da marinha que se arriscou para ativar a bomba em pleno voo”, “os bravos soldados americanos que fizeram  história pondo fim a guerra”.

Em contrapartida, os japoneses são (muito) representados como tolos e orgulhosos. A visão que o documentário passa é que a todo momento os EUA deram opção para os japoneses se renderem, que a culpa de tantas mortes é exclusivamente do Conselho de Guerra Japonês, que miraram somente cidades militares e industriais. Uma das tramas mais desnecessárias é sobre um General de Guerra que, segundo o documentário, chega a se suicidar “pelos crimes que cometeu”, sendo que quem lançou a bomba foram os americanos.

O que esse documentário não nos mostra é que em Agosto/45 a Alemanha já havia se rendido, que o Japão estava devastado pelos bombardeios americanos e sem suprimentos, que o país provavelmente não aguentaria levar uma guerra adiante sozinho por causa da fome e falta de soldados. Também não nos informa que a estimativa de mortes chegou a 140 mil em Hiroshima e 90 mil em Nagasaki, sem contar as mortes secundárias por radiação como dos filhos dos sobreviventes, por exemplo.

A informação é tão manipulada que ao nos mostrar como foram escolhidos as cidades-alvos, dizem que Tóquio não foi escolhido pois o Capitão “gostava por demais de templos”. No entanto, muitos afirmam que Tóquio não foi o alvo prioritário pois precisavam que grande parte da elite intelectual do país, que se encontrava em Tóquio, entendesse o poder de devastação de tal bomba e não poderiam fazê-lo se estivesse mortos. Desse modo, o alvo passou a ser prioritariamente Hiroshima, estando ela escolhida a tanto tempo que quase não sofreu bombardeios durante a guerra.

Outra razão para terem escolhido Hiroshima e Nagasaki é que, na época, estas eram cidades essencialmente industriais e, provavelmente, junto com algumas outras cidades japonesas, seriam as únicas capazes de se opor a economia de mercado estaduniense que precisaria ser absorvida após o fim da guerra. Assim, o bombardeio não foi programado somente por razões políticas, como por fim a guerra, mas também por razões econômicas, garantindo o crescimento da indústria americana.

O documentário termina nos mostrando como Hiroshima é hoje uma cidade bela e feliz, que se desenvolveu após a guerra, chegando até mesmo a insinuar que foi “favor” terem bombardeado a cidade.

Só posso dizer como esse documentário nos deixa uma lição valiosissima: a averiguação das informações das quais temos acesso. Quem imaginaria que um veiculo de informação conceituado internacionalmente como a BBC faria tal propaganda da ideologia americana, justificaria um genocídio e parabenizaria como heróis os soldados americanos envolvidos? O mais impressionante é que o documentário ganhou diversos prêmios, inclusive um Emmy (2006). Um documentário totalmente parcial, que tenta os fazer uma lavagem cerebral afirmando que a bomba atômica foi para o “bem de todos”. A todo momento me senti como se eles me chamassem de burra…1,5