Uma Pergunta por Dia -Livro Interativo

QA

Como você era há 5 anos? Tinha pensamentos ou conceitos diferentes? Seu modo de pensar mudou com o tempo? Fazia coisas que hoje não faria mais? Ou talvez não fizesse coisas que hoje faria tranquilamente?

Todos mudamos, todas as pessoas, acontecimentos, ações e reações que vivenciamos faz diferença. Você lembra como era suas respostas para as perguntas mais simples? Agora você pode guardar para recordar como você é no atual presente que será você no passado. Confuso?

Essa é a proposta do “livro” Uma pergunta por Dia, um livro interativo misturado com diário no qual há 365 perguntas para você responder todos os dias por 5 anos. Sempre no mesmo dia de cada ano você responde a mesma pergunta e consegue enxergar como você mudou.

Desde perguntas simples como “O que tem na sua geladeira” até perguntas complexas como “Qual é a sua missão”, você consegue responder seu atual momento e quando completá-lo ano a ano, consegue comparar suas respostas. Em cinco anos, seu livro/diário está completo de informações e pensamentos pessoais.

Esse livro não tem data certa para você começar, não precisa ser exatamente no primeiro dia do ano, você começa em qualquer dia e daqui 5 anos terá concluído seu diário.

A edição lançada pela Intrínseca está realmente espetacular. Sua capa dura de papel tipo reciclado e sua borda dourada está lindíssima. O livro é pequenininho, fácil de carregar e possui um marcador de páginas estilo fita de cetim. Cada página tem espaço tem uma pergunta e espaço para 5 respostas, com 4 linhas cada resposta, perfeito para respostas curtas com explicações sucintas. Paguei R$ 24,90 na Saraiva física, mas também tem para vender online aqui. Preço bem justo pela qualidade entregue.

Espero ainda ter o blog daqui 5 anos, então, em 2021, com 27 anos, volto aqui para mostrar se realmente concluí esse projeto.

 

 

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Para Ler #32 – Tamanho 42 não é Gorda

Acho que dá pra perceber que eu não leio muito. Apenas veja a quantidade de posts de leitura que eu faço x a quantidade de leitura da Vivi. Não, não sou uma apegada a livros. Pra mim, internet, filmes e séries são mais interessantes. Porém, uma das coisas que quero fazer mais em 2015 é ler.

Creio que um dos meus problemas seja que não gosto da maneira que o livro se encaixa nas minhas mãos. Ok, você pode estar me achando louca, mas o fato do livro pesar depois de algum tempo lendo me incomoda. No fim do ano a Viviane acabou comprando um Lev da Saraiva – cobrem resenha dela- o que facilita muito esse problema. Porém, achei muito caro e optei por um tablet baratex. Baixando aplicativos gratuitos na Play Store facilmente você consegue transforma-lo em um e-reader. Indico o Moon + Reader e o Aldiko para  facilitar a leitura.

Então, com essa facilidade comecei a ler bem mais esse ano. E, até agora, em menos de 10 dias já estou indo para o quarto livro. Talvez esse seja o número de livros que li em 2014 inteiro, tirando livros de monografia.

tamanho 42

Depois dessa introdução imensa, vamos ao que interessa. O livro da famosa escritora Meg Cabot conta a história de Heather, uma ex cantora pop que foi sucesso quando mais jovem. Agora, depois que sua mãe roubou seu dinheiro e fugiu para a Argentina com o seu empresário, seu namorado a traiu com outra, sua gravadora a dispensou, só resta a Heather viver com seu ex cunhado e seu cachorro. Além disso, Heather trabalha em um alojamento conjunto residencial estudantil e possui atividades cercadas de alunos jovens e inconsequentes da faculdade quando acontecimentos estranhos começam a surgir. Duas alunas morrem, e, apesar de constar morte acidental, Heather desconfia e começa a investigar os casos.

Quando li o título, jamais imaginaria que tratava de uma história que envolvesse um mistériozinho (o mistério é bom, mas não é grande assim) misturado com acontecimentos da personagem. Não se trata de auto ajuda como pode parecer.

Esse livro tem uma leitura fluída – não diria que muito rápida, mas você acaba não empacando no caminho. Sua história é constante e gradual. Creio que a personagem é bem parecida com uma norte americana, sua vida e acontecimentos são reais e prováveis, o que eu gosto e é algo positivo para a história. Nada de patricinhas ou modelos ou ainda super-heroínas. O desfecho deixa um pouco a desejar, porém não é algo tão horroroso.

No fim acabou sendo bem diferente do que imaginava de modo positivo. Diria que é uma história para ler em horários livres e se divertir com os acontecimentos leves e descontraídos mesclados com um pouco de mistério e suspense.

Decidimos que não classificaremos mais os livros com estrelinhas, pois o gosto varia muito de pessoa para pessoa. Então, vou indicar qual o público que mais se identificará com a leitura, isso não significa que se você estiver fora desse público não deve ler ou que não gostará do livro, apenas que há mais chances do público alvo apreciar a história. Creio que o livro foi escrito para jovens adultas, principalmente mulheres de 18 a 25 anos. Se está dentro desse público possivelmente se identificará mais com esse tipo de livro, a personagem e seus acontecimentos.

Para Ler #31: Mafalda

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Acho difícil conhecer um brasileiro que nunca tenha ouvido falar das tirinhas da Mafalda. Acontece que, há algumas semanas, passando pela parte de quadrinhos da biblioteca, acabei por encontrar os livrinhos compilados 1-9 dessa menininha charmosa.

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Mafalda, com 6 anos, é uma questionadora nata! Questiona a sociedade em que vive, a politica, a economia, os costumes… No entanto, sempre com a ingenuidade própria da criança 😀

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Escrito pelo Argentino Quino, de 1964 a 1973, as histórias muitas vezes trata de problemas do país, sempre com uma visão humanitária, preocupadas em retratar, por exemplo, a inflação, a corrupção, a falta de liberdade de expressão, nunca deixando também de manter um olhar sobre os conflitos internacionais.

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O mais interessante é que, mesmo sendo escritas com décadas de distância de hoje, em um país distinto, as provocações de Mafalda acerca desses assuntos não deixa de serem pertinentes a nossa realidade, retratando problemas que, ainda hoje no Brasil, infelizmente são muito atuais =/

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Com um humor muito refinado, ligeiro e perspicaz sobre todas essas problemáticas, aliados com a ingenuidade infantil, Mafalda e sua trupe — que tipifica, aliás, cada um deles um conceito: Felipe representa a vontade x a moral; Manolito, o capitalismo voraz; Susanita, futilidade e ideias machistas; Guillé, o começo da percepção infantil; Miguelito, sua inocência e Liberdade, toda sua pequineza — nos fazem perceber problemas de gente grande mas com a diversão infantil.

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Para Ler #30: Toupeira: A História do Assalto ao Banco Central

assalto ao banco centralEm agosto de 2005, um grupo audacioso pôs em prática um elaborado plano para furtar o Banco Central, em Fortaleza: cavar um túnel de mais de 80 metros, ligando uma casa vizinha ao cofre do Banco. O assalto ocorreu na sexta-feira (06/08) e só foi descoberto no início do expediente de segunda, dando a dianteira de 44 horas para os ladrões fugirem com o dinheiro. O valor? Cerca de R$170 milhões de reais. Esse é considerado o maior assalto à Banco do país e o segundo maior do mundo.

A Jú já havia mostrado aqui no blog que, em São Paulo, é possível “Pagar o quanto acha que vale” em livros espalhados pela linha do metrô. Pois bem, nesse, pagamos R$5, sendo edição normal, folha off-white, da Ed. Planeta.  E olha que ainda veio um marcador de livro combinando, de graça 😀

Devo começar dizendo que, para quem assistiu somente ao filme, esse livro pode ser uma grande surpresa. Com tramas bem diferentes, beeem diferentes mesmo, essa publicação relaciona o assalto ao PCC (coisa que o filme fez questão de dizer que não existia), mostra um lado negro e sujo da polícia civil, e, até mesmo, chega a relacionar o roubo ocorrido em Fortaleza aos ataques do PCC em São Paulo (2006).

O grande diferencial desse livro é que não se constitui em uma artigo ou análise do assalto. É um romance! Ou seja, o autor constrói seus personagens, narra os seus pensamentos e sentimentos e o que aconteceu com cada um. No final, o Assalto ao BC acaba sendo somente a introdução para nos fazer entrar em contato com tais pessoas.

A narrativa de como ocorreram o roubo e a fuga também foi mais detalhada aqui do que no filme, nos mostrando todo o planejamento, como os ladrões despistaram a polícia deixando um rastro falso e, principalmente, o quanto que tiveram que pagar aos servidores para não acabarem em uma vala.

O autor, Roger Franchini, já foi investigador da polícia civil de São Paulo e baseou o seu relato nos autos judiciais.Após pesquisar um pouco (bem pouco), achei várias versões que batem com o que está escrito, inclusive os ataques de 2006. A única divergência é, que agora em 2013, capturaram um dos integrantes da quadrilha que acreditava-se estar morto.

Sinceramente, estou mais inclinada a acreditar nessa versão da história, apresentada-nos pelo livro, que na mostrada nos cinemas. Talvez por essa história mostrar um lado mais crível a um paulista, que querendo ou não, convive diariamente com o comando do crime organizado, e a disputa de poder com a polícia.

De qualquer forma, deixarei alguns links abaixo do que encontrei, relatos e noticias.

Tribuna do Ceará / Os envolvidos Captura de Foragido / Ataques de 2006 / Ataques de 2006

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Filme: Um Dia (2011)

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Sempre tive vontade de ler esse livro, do autor David Nicholls, mas sempre enrolava e nunca peguei para ler. Então decidi assistir o filme primeiro. Sim, eu sei que filmes nunca saem como os livros, mas pensei que se eu gostasse do filme, leria o livro depois. E, o roteiro do filme foi adaptado pelo próprio autor.

A história gira em torno de Dexter Mayhew (Jim Sturgess) e Emma Morley (Anne Hathaway). Eles se conhecem em 1988, depois de cursarem a universidade juntos. Mesmo suas vidas trilharem caminhos diferentes, todos os anos no dia 15 de julho eles se reencontram e o filme mostra a vida de cada um. Os dois, muitas vezes não seguem os caminhos que projetaram, mas sempre tem um ao outo para se apoiarem. O tempo vai passando até eles estão maduros para encarar os sentimentos que fizeram-lhes aproximar um do outro. Porém, a vida não é tão certa quanto parece.

Achei o filme bem legal de mostrar a realidade e a evolução dos personagens ano a ano (são vinte anos de história). Mas achei a história meio clichê, sei lá, sem muita coisa inovadora e um pouco superficial. A fotografia é muito bonita e adorei o sotaque da Anne  Hathaway, apesar de achar meio forçado.

É uma história bonitinha de amor, mas não espere um fim felizes para sempre. Espero realmente que o livro seja melhor.

3,5

Para Ler #29: Os Melhores Contos de Fernando Sabino

OsMelhoresContosFernandoSabinoNunca havia lido nada desse autor, mesmo já o tendo visto diversas vezes, lá, paradinho, na estante da biblioteca. Sempre que passava por um livro dele pensava: “Ah, vou ler” mas minha cota de empréstimos sempre terminava e ele nunca estava entre eles. Até que, felizmente, finalmente “Os Melhores Contos de Fernando Sabino” foi o escolhido.

Não sou muito fã de contos, prefiro histórias mais longas. Também nunca fui uma grande apreciadora de relatos do cotidiano, pois sempre viajei mundos e mundos na fantasia. Mas, assim que comecei a ler esse livro, ele não mais me abandonou: Passou a me acompanhar a todos os lugares.

Quando finalmente tomei conhecimento de tais contos, não pude deixar de puxar, lá no fundo da memória, o Veríssimo. O filho, não o pai. Talvez seja o mesmo estilo de narrativa, curta concisa, “econômica” como li por ai. Talvez seja efeito da mesma temática, histórias do cotidiano. Apesar de tudo, não pude deixar de sentir uma gritante diferença: o humor.

Enquanto o humor de Veríssimo, ainda que refinado, é mais exposto, o humor de cada conto de Sabino é tímido, escondidinho, dá as caras ali e aqui, nunca para se “matar de rir”, mas que torna cada conto um conto de humor extremamente refinado, com um ar mais sofisticado. Os contos trazem ainda uma pitada de critica à ordem social e um “quê” de reflexão.

Sabino formou-se em Direito, por isso, não raro figura em seus contos, um de seus “operadores” (Oiee?? Estudante aquiii) e viajou por diversos países, contando com muita boa vontade histórias das mais diversas partes do mundo. E é com essa boa vontade que, com certeza, continuarei a ler a obra desse autor incrível. E quem sabe eu até não  me apaixone pelo gênero contos?

4,5

Pague o Quanto Acha que Vale – Livros à Dois Reais

VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100

Alguém aí já passou por uma das máquinas que vendem livro no metrô? Lá pode-se encontrar livros bem baratinhos, no valor mínimo de R$ 2,00. Essas máquinas disponibilizam exemplares que estão parados nas editores e você pode pagar qualquer valor (a nota mínima é de dois, e não aceita moedas), simplesmente você insere a nota e escolhe o livro (a máquina não dá trocos).

A ideia é super legal e já apareceu em vários lugares.

Toda vez que passamos por uma máquina dessas, espalhadas no metrô de São Paulo paramos para ver se há algum livro que nos interessa. Muitos títulos são livros clássicos, exigidos em provas e exames. Mas também há vários outros títulos com uma diversidade imensa.

Essa semana levamos alguns para casa, à exceção do “Toupeira- A história do Assalto ao Banco Central”, que pagamos R$5 todos os outros (Fabrica de Animais, E não sobrou nenhum, História do Supremo Tribunal Federal e A origem da família, da sociedade privada e do estado) levamos por apenas R$2.

Há edições normais, edições econômicas e edições de bolso, então olhe bem antes de se arrepender. Alguns títulos são bem famosos e outros desconhecidos. Eles renovam sempre os títulos, por isso sempre é bom ver se há novidades. Um amigo nosso conseguiu até o livro da Dona Benta por R$2. E olha que o preço gira em torno de R$30 à R$50.

Nós sempre paramos na estação do metrô Ana Rosa, na linha verde/azul, e a máquina fica quando você sobe as escadas do metrô e onde há as mudanças para a linha azul, é só procurar. Já na estação Santa Cruz, linha azul do metrô há uma máquina com preço único, todos os livros estão por R$5. Lá adquirimos o livro “Toupeira- A história do Assalto ao Banco Central”. A máquina fica perto do embarque para o sentido Tucuruvi. Lá, os livros são um pouquinho melhores, esse por exemplo é da editora Planeta e veio até com um marcador de páginas, além do livro ter papel amarelado e ter orelhas.

Então, se quiser conhecer algumas dessas máquinas e levar algum livro por um preço bacana, visite uma das estações abaixo e leve muitas notas de R$ 2,00:

Metrô Ana Rosa (linha verde/azul) – mínimo R$2

Metrô Sé (linha vermelha) – mínimo R$ 2

Metrô Brigadeiro (linha verde) – mínimo R$2

Metrô Consolação (linha amarela/verde) – mínimo R$2

Metrô Luz (linha amarela)- mínimo R$2

Metrô Barra Funda (linha vermelha) – mínimo R$2

Metrô Anhangabaú (linha vermelha) – mínimo R$2

Metrô Santa Cruz (linha azul) – R$5

Metrô Trianon-Masp (linha verde) – R$10