Para Ler #24: Diário de um Banana 2 – Rodrick é o cara

Diario de um banana 2Após o desesperador episódio do queijo, Greg está de volta com um novo diário. Dessa vez, Rodrick descobriu uma situação constrangedora de Greg e, desse modo, Greg terá que se submeter à várias episódios embaraçosos para que seu mico não venha a tona.

Diário de um Banana 2 continua na mesma linha de Diário de um Banana 1. Jeff Kinney manteve suas sacadas sensacionais e sua escrita continua maravilhosa, explicitando a alma de Greg, o que significa que as personagens já criaram vida e personalidades próprias.

A única crítica que tenho a fazer para esse livro é que sendo uma continuação, não houve evolução na história, no entanto, felizmente, o livro também não piorou. Simplesmente continuou na mesma…

Quanto à edição, já havia dito no post  Para Ler #16:Diário de um Banana que a minha é a edição econômica comprada pela Avon. Já havia dito também que a edição está muito bem feita, no entanto, talvez não tenha sido capaz de passar o quão legal ela está! Tudo é muito bem pensado e, tenho certeza, deve ter dado trabalho para fazer, principalmente por causa dos desenhos “do Greg” entre o texto. A edição econômica não perde em nada para a edição tradicional, as únicas diferenças são a capa dura e o papel pólen, que, no entanto, são muito bem compensados pelo preço da econômica. Finalmente uma editora mostrando respeito aos leitores que adquirem a versão econômica em vez da tradicional. Gostaria de deixar as minhas congratulações à Editora Vergara e Riba pelo ótimo trabalho! (Não, não tenho nenhuma relação com a editora)

Tenho até o sexto volume e logo, logo terá mais resenhas. =)

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Para Ler #16: Diário de um Banana

GRD_217_Diário_BananaGreg é o filho do meio de uma típica família americana e acaba de ir para o Ensino Fundamental (6ª série nos EUA). Tem de, então, conviver com todos os tipos de garotos, “onde fracotes subdesenvolvidos dividem os corredores com garotos que são mais altos, mais malvados e já se barbeiam”.

Entre conviver com sua família, encarar o ensino médio e ser amigo de Rowley, a vida de Greg se enche de aventuras, que ele narra nesse diário.

Gosto muito do Diário de um Banana, acho que as aventuras narradas por Greg o tornam um livro perfeito para o público juvenil, principalmente àqueles que ainda frequentam a escola. No entanto, se você, assim como eu, já passou dessa fase, irá se divertir do mesmo jeito.

As situações em que Greg se mete são todas muito engraçadas, você se mata de rir. Além disso, a narração, que é feita pelo personagem principal, consegue estampar bem as características de nosso “herói improvável”, deixando a história ainda mais cômica:

Em primeiro lugar, quero esclarecer uma coisa: isto é um LIVRO DE MEMÓRIAS, não um diário. Eu sei o que diz na capa, mas, quando a mamãe saiu para comprar essa coisa, eu disse ESPECIFICAMENTE que queria um caderno sem a palavra “diário” escrita nele.

Ótimo. Tudo que eu preciso é que um idiota me pegue com este livro e entenda errado.

A outra coisa que quero esclarecer agora mesmo é que isso foi ideia da minha MÃE, não minha. Mas se ela acha que vou escrever meus “sentimentos” aqui ou coisa do tipo, ela está louca. Então, só não espere que eu seja todo “Querido Diário” isso, “Querido Diário” aquilo.

Creio que o grande diferencial da obra seja justamente esta narração. Já li antes vários livros em formato de Diário, mas nunca antes um que fosse escrito (narrado) por um menino. Portanto, realmente, não há nele “Querido Diário isso, Querido Diário aquilo”, e por isso, não encontramos exacerbação de sentimentos, ou situações adolescentes femininas, tornando este um livro diferente do resto do gênero.

Quanto ao estilo de narrativa, ela é bem clara e sucinta, como um garoto da idade de Greg se comunica. Entre trechos de escrita, há vários desenhos, que contribuem para a dinâmica de leitura e que torna mais fácil a visualização da história.

Uma vez vi uma entrevista do autor, Jeff Kinney, para o Fantástico, e ele declarou que suas ideias surgiam de aventuras que ele, ou seus amigos, ou algum conhecido, viviam, e acredito que, por essa razão, dão toda uma veracidade para o livro, como no caso da pegadinha aí em cima. Demais! Ainda quero fazer ela com alguém.

A minha edição é a edição econômica da Editora Vergara & Riba. Para vocês terem uma ideia, comprei ela enquanto via aquele outro folheto da Avon, o Moda & Casa. Fazer o quê… Vida de viciada em livros é assim mesmo…

A capa é molinha e o papel é daquele branco. Já peguei a edição tradicional na mão nas livrarias e a capa é dura, dando um aspecto de diário mesmo ao livro. Fora isso, creio que essa edição não atrapalhe em nada a leitura. Além do mais, paguei somente R$ 15 por ela e valeu super a pena.

Tenho também o volume 2: Rodrick é o Cara e já assisti ao filme e também achei muito bom. Esperem, em breve, resenhas.

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Viciadas em Séries #7: The Middle

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The Middle chegou ao Brasil sob o título Uma família no meio do nada. A série retrata uma típica família americana de classe média, que vive na cidade fictícia de Orson, no Estado de Indiana, EUA. A família Heck é composta pela mãe, Frankie, que faz tudo pela família, pelo pai, Mike, um cara super honesto e pelos três filhos: Axl, Sue e Brick. Axl representa o irmão mais velho jogador de futebol, folgado e preguiçoso; Sue só se mete em encrenca e sempre se ferra; e Brick está sempre com um livro na mão.

A partir do momento em que você começa a assistir a série, é impossível deixar de se identificar. Seja com a família inteira, seja com algum personagem específico, seja com as situações apresentadas. É realmente engraçado ver como essa família resolve seus problemas no dia-á-dia; problemas estes que fazem parte do cotidiano de qualquer família e nem sempre são encarados com tanto bom humor.

O curioso é que sempre quando assistíamos algum episódio (minha família se amontoa na frente da TV para assistir), sempre apontávamos um ou outro ocorrido nosso. Por exemplo, no episódio das goteiras, onde minha casa estava passando exatamente pela mesma situação.

A série em geral foi muito bem aclamada pelo público, sendo indicada para vários prêmios. Atualmente possui 4 temporadas e a 5ª já foi renovada.

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Para Ler #10: Fiquei com o seu Número

111766586SZA vida de Poppy Wyatt está perfeita. Afinal, em breve se casará com Magnum Tavish, o homem perfeito. No entanto, em um almoço com as amigas na qual mostrava seu lindo e perfeito anel de noivado — uma esmeralda espetacular com dois diamantes, que está na família há três gerações — ela acaba por perder tal anel.  Desesperada, começa a distribuir o número de seu celular para todos que podem acha-lo: camareiras, amigas, funcionários do hotel. O bom disso é que não tem como piorar, certo? Errado. Seu celular é roubado  e assim ninguém poderá entrar em contato caso achem o anel.

Desesperada, Poppy encontra na lixeira um celular perfeito e novinho. Quem não gosta nada disso é Sam Roxton, grande empresário, que descobre que sua assistente, ao se demitir, jogou o celular corporativo fora. E é esse celular que vai parar na mão de Poppy. Sem assistente e sem alternativa, Sam concorda que Poppy fique o celular por uns dias desde que encaminhe todas as mensagens que chegue nele. E, dessa forma, a vida de Poppy e Sam começa por se enredar.

Com certeza esse foi um dos melhores livros que li esse ano. E olha que eu leio demais, hein. Charmoso, cativante, envolvente, engraçado, muito engraçado… Acho que perfeito seria um adjetivo melhor. Sophie Kinsella, autora da série Becky Bloom (muito boa também), consegue, nesse livro, descrever um romance moderno e inesperado, com o uso de tecnologias, como por exemplo, o celular.

Suas personagens são muito bem construídas, cada uma possui uma história pessoal, uma razão de ser. Sua narrativa é um deleite, com o humor e comédia, já característica de Sophie, muito bem marcados. a história não deixa pontas soltas, não força situações e tudo se encaixa com perfeição. Simplificando: fenomenal!

— Então o que foi? — Sam olha para mim.

— Ela achou que você era meu noivo e que estava me obrigando a comprar meu próprio anel de noivado – eu acabo por admitir. — Me disse para não casar com você. Estava muito preocupada comigo. (…)

Vejo o entendimento lentamente surgir no rosto dele.

— Ah, isso é engraçado. — Ele cai na gargalhada. — É muito engraçado.

O romance, então, não segue outra linha. Como disse, inesperado, praticamente singelo, não causa hiperglicemia, não força a barra, não há derramamento desnecessário de lágrimas. É um romance perfeitamente crível.

Esse livro se tornou um dos meus favoritos, recomendadíssimo!

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