Para Ler #23: O Ladrão de Raios (Série Percy Jackson e os Olimpianos, v.1)

PJ1Com apenas doze anos, Percy pode ser considerado um “Garoto Problema”. Sua vida nunca foi muito normal: parece que confusões e problemas o perseguem desde criança; no entanto, as coisas começam a ficar realmente estranhas quando sua professora de matemática se transforma em um monstro querendo matá-lo e Percy consegue transformá-la em pó. Só que o que ele não imaginava é que isso faz parte de uma realidade bem maior: Os Deuses da mitologia grega existem e um deles é seu pai. Agora como um “semideus” Percy terá que se integrar a um acampamento de batalha, aprender a conviver com seus poderes e partir em uma missão que pode determinar o destino do mundo.

Eu sei que muita gente não gosta de Percy Jackson; assim como tem muita gente que gosta. Felizmente (ou infelizmente, dependendo de você que está lendo esta resenha =) ), eu faço parte da segunda categoria. Todavia, não posso ignorar que o livro possui muitos pontos ruins, como possui bons também, assim como qualquer livro.

Antes de falar de qualquer coisa, gostaria de esclarecer o publico alvo à qual o livro é destinado: pré-adolescentes na faixa de doze anos, como o próprio Percy. Tendo dito isso, não posso concordar com várias afirmações que já ouvi que o livro é mal escrito. Tá certo… não é um JKR… Não é tão amarrado como HP… mas de maneira alguma é mal escrito. O Rick Riordan tem uma escrita muito fácil de acompanhar, direta, o que condiz totalmente com os leitores de 12 anos.

Uma das coisas que mais gosto no livro é sua ambientação na Mitologia Grega (é claro, dããã!). No entanto, o que quero dizer com isso é que o Rick ambientou o cenário de Percy em um UNIVERSO de mitologia, em sua totalidade, não somente neste conto ou naquele,  e ainda assim, conseguiu dar coesão à história, amarrando através de Percy e seus amigos diversos aspectos da mitologia grega.

Já ouvi também alegações que se aprende mais de mitologia lendo 10 minutos o google do que toda a série Percy Jackson. Não poderia discordar mais!!! >:{   Quando estava na sexta série, tive de realizar uma super pesquisa sobre mitologia grega e romana. Na época, até que consegui aprender isso e aquilo. Quando estava no primeiro ano do colegial, tive de realizar de novo a tal pesquisa; a realidade é que eu não me lembrava mais nada daquilo que tinha pesquisado 3 anos antes, o que significa que eu APREENDI a informação, mas realmente não a ASSIMILEI. E esse é um grande diferencial do livro: deve fazer uns 4 anos que li o livro e ainda me lembro de várias coisas da mitologia apresentada nele (as pesquisas não valem porque realmente não me lembro de nada nelas). Portanto, se eu tivesse lido os livros de “Percy Jackson e os Olimpianos” na sexta série ao invés de fazer um trabalho de 100 páginas, teria prendido muito mais (e nem teria de pesquisar de novo no primeiro ano xD).

Desse modo, se você for um professor de história que estiver lendo isso, pelo amor de Deus (ou Deuses, rs), chega de passar aqueles livros chatos e passe Percy Jackson para ser lido. Experiência própria, hein?!

Quanto à edição brasileira, posso dizer que é uma edição bem normal, só que sendo da Editora Intrínseca, de alta qualidade! A única coisa é que o dourado da capa do meu livro já tá saindo. Mas também, tadinho, já tá tão manuseado… =(

Portanto, analisando com meu cérebro de doze anos (não que difira muito da realidade), “O Ladrão de Raios” merece…

4,5

Filme: O Menino do Pijama Listrado(2008)

O-Menino-Do-Pijama-Listrado

Há algum tempo atrás tinha feito uma resenha sobre o livro de John Boyne, O menino do pijama listrado. Portanto, não repetirei a sinopse do filme, que segue a mesma premissa livro. Quem quiser saber mais, pode acessar o post por aqui. Também algum tempo atrás fiz resenha sobre o livro A Lista de Schindler – A verdadeira história e do documentário Auschwitz – Inside the Nazi State (2005), para quem se interessa, assim como eu, por 2ª Guerra Mundial.

Quem leu a minha resenha deve ter percebido que o grande segredo do livro está em como Boyne narra os fatos pela visão de Bruno, uma criança inocente. Antes de assistir ao filme, tive medo que ele não passasse toda a singeleza apresentada pela história, que está muito mais relacionada à psique interna de Bruno do que à guerra em si. Felizmente, meus anseios não foram correspondidos =)

Uma das coisas que achei mais legal nesse filme é que realmente houve uma adaptação das tramas para mantê-lo fiel a ideia do livro, algo que venho achando difícil de ocorrer na transformação de livros em filmes: ou o filme não tem nada a ver com  livro e perde seu sentido original, ou o filme narra os fatos exatamente da mesma maneira que o livro e acabamos perdendo na parte psicológica (que, na minha opinião, aconteceu um pouquinho com Jogos Vorazes e muuuito com Cidade dos Ossos).

O Menino do Pijama Listrado não sofre de tal problema. Uma das coisas que mais gostei foi a forma como eles mostraram a transformação da visão de Bruno em relação ao pai. Logo no inicio do filme, quando o pai dele aparece para falar que iriam se mudar eu pensei: “O quê? Por que estão mostrando o pai do Bruno tão bonzinho?”. Na realidade, cheguei a desconfiar um pouco da história, mas depois pude perceber como isso era necessário. Outra coisa que me agradou bastante foi o filme mostrar fatos sobre a 2ª Guerra Mundial que o livro nem chega a tocar, como a propaganda nazista para a juventude Hitlerista no caso de Gretel e os fornos crematórios do campo, por exemplo.

Fico feliz que eles não tenham pintado a Guerra preto-no-branco. O próprio Bruno acaba sendo influenciado pela ideologia nazista ao ler Mein Kampf, mesmo tendo um judeu como amigo. E isso acaba por mostrar que é muito simples, hoje, pintarmos os nazistas como os filhos do diabo sem nos darmos conta de toda ideologia, discurso e propaganda envolvida por trás. Aliás, falando em propaganda, a cena em que mostram as publicidades que eram feitas sobre os campos é um bom exemplo disso.

Posso dizer que, em termos de história da 2ª Guerra Mundial, achei o filme muito mais rico, mantendo toda a inocência apresentada no livro de maneira tão singela. Não é um filme sobre como os judeus foram “judiados”, não é um filme sobre como a Alemanha perdeu a Guerra, nem ao menos é relato dos sobreviventes; é um filme sobre relações humanas, a história de dois meninos inocentes que são separados não somente por uma cerca, mas por ideologias e ideologias.

Com certeza essa foi a melhor adaptação literária para os cinemas que assisti esse ano!!!

5

Para Ler #22: O menino do pijama listrado

o-menino-pijama-listradoBruno tem apenas 9 anos e já tem que conviver com uma grande modificação em sua vida: se mudar de sua casa em Berlim para uma casa em “Haja-Vista”, em decorrência do trabalho de seu pai. Isso significa ter que abandonar seus amigos e passar a ter contato somente com mais uma criança, sua irmã Gretel (“um caso perdido!”). No entanto, não é só isso que tal espaço reserva a Bruno; adiante da janela de seu novo quarto, existe uma cerca e, atrás dessa cerca, há várias e várias pessoas, todas vestindo o mesmo pijama listrado. Em uma de suas explorações, Bruno encontrará um menino de sua idade, Shmuel, e através dessa cerca que separa dois mundos tão distintos, se tornarão amigos.

Minha história com esse livro já é um pouquinho antiga. Quando estava no colegial, minha professora de história pediu que lêssemos para ter uma perspectiva diferente da tradicional sobre o período. A realidade é que na época amei o livro! Quer dizer, se se pode amar coisas tão terríveis… Para mim, a primeira leitura foi a melhor, pois cada termo empregado por Bruno, como, por exemplo, “Haja-Vista” e “Fúria”, era uma descoberta que eu tinha de realizar. Por isso estou sendo tão cuidadosa nessa resenha para não falar de mais.

Hoje, 3 anos depois, resolvi reler o livro para fazer uma resenha pro blog (e também porque vi que na Netflix tinha o filme e queria reler a história antes de assisti-lo). Apesar de continuar amando o livro, não foi uma experiência tão boa como a primeira lida, pois a sensação de expectativa e surpresa já havia passado. No entanto, pude perceber outros pontos da história, que antes não havia percebido.

O grande diferencial desse livro com certeza é a narração. John Boyne genialmente  nos transporta para dentro da cabeça de um menino de 9 anos que vivia na déc. de 40. Suas frases são curtas, há várias repetições para reforçar a visão de Bruno e seu raciocínio é teleológico, ou seja se desenvolve a partir da finalidade das coisas, condizente com o raciocínio das crianças. Bruno ainda é inocente, não sabe mais do que deveria saber, não tem atitudes de adulto. Lendo o livro, em nenhum momento você duvida que foi escrito por uma criança de 9 anos. A narração é tão perfeita que me transportou de volta para a minha infância!

Os soldados continuavam indo e vindo todos os dias da semana, fazendo reuniões no escritório do pai, no qual era Proibido Entrar em Todos os Momentos Sem Exceção.

5

Se você ainda não leu o livro, não leia o que escreverei logo abaixo. No entanto, se você já o leu, heis uma curiosidade: (selecione para ler)

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Para Ler #19: Harry Potter e a Pedra Filosofal

hp1Eu disse nesse post aqui que havia comprado HP. Acontece que os livros mal chegaram em casa e já comecei a lê-los.

Obviamente, eu já havia lido HP e o achava uma história muito boa. No entanto, há detalhes que você só percebe em uma segunda leitura.

Lembro-me de um dia meu professor de gramática dizer que a palavra “texto” deriva da palavra “tecido” e que o verdadeiro significado de escrever com coesão é tecer as histórias como se tece as tramas de um tecido. Até hoje, por essa razão, utilizamos a palavra “trama” para designar um enredo.

A verdade é que nunca vi uma história tão bem costurada como HP. Realmente, há citações e situações que só serão explicadas lá na frente, nos livros posteriores (por exemplo, logo de cara ela cita o jovem Sirius Black) e que você deixa passar em sua primeira leitura. Somente relendo a história você consegue se dar conta do quão bem escrita ela é.

Eu não cresci com HP, e talvez, por isso, não tive aquele amor que muitos tem pela história. No entanto, ler agora, já adulta, também fez eu me apaixonar por tudo. A genialidade de J. K. Rowling finalmente se evidenciou para mim. Tudo em HP é bem construído, sejam os personagens (adoro o Fred e o Jorge), os desafios, até mesmo Hogwarts. J. K não dá ponto sem nó.

Uma coisa que me deixou bastante chateada foi a edição da ROCCO. Por diversas vezes peguei erros, tanto de ortografia, como de concordância, e até mesmo de escolha lexical! Puxa, na terceira edição, continuar tendo tais erros em uma obra tão boa deixa qualquer um furioso. Pena que não me lembrei de marcar as páginas para mostrar aqui, mas marquei alguns no HP 2.

Sei bem que para alguns, esse post não acrescentará nada nem trará algo de novo, porém o intuito foi mesmo fazer uma declaração de amor pela série.

5 corações

Bate Papo Literário: Então… Comprei Harry Potter =D

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Sei bem que Harry Potter fez (e ainda faz) parte da infância de muita gente, no entanto, talvez por ter começado a ler a série mais velha que a maioria, nunca me senti extremamente ligada a ela. O resultado disso é que até hoje eu não tinha os livros de HP. Isso mesmo, TINHA, no passado, pois graças a uma promoção do Submarino, finalmente os comprei.

Dia 31/07 foi o aniversário da J.K.Rowling, e assim, o Submarino fez uma promoção de 24h, onde os sete livros da 2ª edição, essa de capa branca, mais os livros “Quadribol através dos Séculos”, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” e “Os Contos de Beedle, o Bardo” saiam todos por R$99,90, todavia, caso a compra fosse realizada através de boleto bancário, opção que fiz, o total se reduziria á R$87,91. Ou seja, foi uma ótima compra e saiu muito barato: 10 livros por R$87, praticamente R$9 por livro! Principalmente se levarmos em conta que nos sebos, essa edição está por volta de R$20, cada livro (sim, eu vi no sebo do centro de SP).

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Quanto a edição em si, posso dizer que estou muito descontente com a ROCCO. Os livros são muito fininhos, especialmente se comparados á edição normal de HP, o que significa letras pequenas sem espaçamento duplo. Somem isso ao fato de ter sido impresso em papel branco convencional, e a leitura provavelmente se tornará um terror (bem, não, porque ler HP nunca será um terror). Para vocês terem uma ideia, o primeiro livro, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, tem 223 páginas.

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Quanto á capa, ela é linda, com Harry Potter escrito em dourado texturizado e trazendo uma ilustração simples, sem fundo, em cada livro. Cada capa possui uma cor. Minha capa preferida é a em tom de fúcsia, “Harry Potter e a Ordem da Fênix”. Foi a ilustração que eu mais gostei também. E outra coisa, pelo menos nessa edição HP tem orelhas. (O mínimo, certo?!)

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Quanto aos outros livros, a primeira coisa que me surpreendeu foi como eles são finos! O mais grossinho deles é “Os contos de Beedle, o Bardo” e ele possui 107 páginas, quase da espessura do 1º HP. OS outros possuem cerca de 60 páginas. Quanto ao papel, também é papel branco, no entanto, parece qua a qualidade da impressão e diagramação do texto é melhor neles do que HP.

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O meu preferido até o momento, já que eu ainda não os li, é o “Os Contos de Beedle, o Bardo”. Sua edição é bem feitinha, sua capa é texturizada em alto relevo e possui orelhas. Cada página é decorada com arabescos de rosas e está cheio de ilustrações da própria J.K.Rowling, lindas, rachuradas.

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A entrega chegou rápido e, excepcionalmente, os livros não vieram estragados (Sim, o Submarino estraga os livros. Eles não possuem cuidado algum). No entanto, a caixa chegou tão detonada que o vídeo que eu pretendia gravar abrindo-a não ia ficar legal.

No mesmo dia, o Submarino também estava fazendo promoção dos DVDs. Todos os oito por R$60. Infelizmente, meu dinheiro não me deixou comprar. Com certeza, marcarei a data no calendário para, no ano que vem, comprá-los, caso haja novamente a promoção.

Aproveitando o post, foram anunciadas as novas capas da edição comemorativa de HP, com um box lindo. Agora, quem sabe mais pra frente, não?!

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Filme: Como treinar o seu Dragão (2010)

How To Train Your Dragon

Há algum tempo atrás, publiquei um post sobre o livro da Cressida Cowell, “Como treinar o seu Dragão”. Não sei se vocês se lembram mas… eu o tinha definido como fofura pura. Acontece que eu estava enganada; fofura pura é o filme.

Devo dizer que mesmo adorando o livro, amei muito mais o filme. Apesar de todas as modificações na história, e olha que teve muitas, creio que foram para melhores. E eu raramente gosto de adaptações de livros para as telonas.

Soluço continua a ser o desajeitado e “nada viking” filho do chefe, porém, desta vez, os vikings lutam contra os dragões e não com os dragões. Já é difícil demais viver na ilha viking, onde só chove, porém, é ainda mais difícil quando a peste que se enfrenta é alada, solta fogo e pode até matar. E os assaltos dos dragões aos rebanhos aumentam cada vez mais.

É nesse cenário que Soluço, a vergonha da vila, decide se tornar um herói. Ele inventa uma engenhoca e acaba capturando um dragão; mas não qualquer um: Um Fúria da Noite, a mortal criatura que ninguém nunca ao menos viu. E agora ele fará de tudo para conquistar a confiança e amizade de tal animal: o Banguela!

Como disse, há muitas, muuuuitas, modificações do livro para o filme, no entanto, creio que isso apenas tornou a história melhor. A adaptação tornou perfeita uma narrativa infantil (que por si só já era capaz de conquistar vários adultos, como eu) transformando-a em um filme para toda a família. Há mais humor, mais aventura e até romance!

O design gráfico, então, é fenomenal, com uma animação ótima, cheia de cores e movimentos.

Não escondo de ninguém que sou apaixonada por animações, portanto, com certeza, esta entrou para meu rol de filmes favoritos.

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