Filme: Um Dia (2011)

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Sempre tive vontade de ler esse livro, do autor David Nicholls, mas sempre enrolava e nunca peguei para ler. Então decidi assistir o filme primeiro. Sim, eu sei que filmes nunca saem como os livros, mas pensei que se eu gostasse do filme, leria o livro depois. E, o roteiro do filme foi adaptado pelo próprio autor.

A história gira em torno de Dexter Mayhew (Jim Sturgess) e Emma Morley (Anne Hathaway). Eles se conhecem em 1988, depois de cursarem a universidade juntos. Mesmo suas vidas trilharem caminhos diferentes, todos os anos no dia 15 de julho eles se reencontram e o filme mostra a vida de cada um. Os dois, muitas vezes não seguem os caminhos que projetaram, mas sempre tem um ao outo para se apoiarem. O tempo vai passando até eles estão maduros para encarar os sentimentos que fizeram-lhes aproximar um do outro. Porém, a vida não é tão certa quanto parece.

Achei o filme bem legal de mostrar a realidade e a evolução dos personagens ano a ano (são vinte anos de história). Mas achei a história meio clichê, sei lá, sem muita coisa inovadora e um pouco superficial. A fotografia é muito bonita e adorei o sotaque da Anne  Hathaway, apesar de achar meio forçado.

É uma história bonitinha de amor, mas não espere um fim felizes para sempre. Espero realmente que o livro seja melhor.

3,5

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Para Ler #29: Os Melhores Contos de Fernando Sabino

OsMelhoresContosFernandoSabinoNunca havia lido nada desse autor, mesmo já o tendo visto diversas vezes, lá, paradinho, na estante da biblioteca. Sempre que passava por um livro dele pensava: “Ah, vou ler” mas minha cota de empréstimos sempre terminava e ele nunca estava entre eles. Até que, felizmente, finalmente “Os Melhores Contos de Fernando Sabino” foi o escolhido.

Não sou muito fã de contos, prefiro histórias mais longas. Também nunca fui uma grande apreciadora de relatos do cotidiano, pois sempre viajei mundos e mundos na fantasia. Mas, assim que comecei a ler esse livro, ele não mais me abandonou: Passou a me acompanhar a todos os lugares.

Quando finalmente tomei conhecimento de tais contos, não pude deixar de puxar, lá no fundo da memória, o Veríssimo. O filho, não o pai. Talvez seja o mesmo estilo de narrativa, curta concisa, “econômica” como li por ai. Talvez seja efeito da mesma temática, histórias do cotidiano. Apesar de tudo, não pude deixar de sentir uma gritante diferença: o humor.

Enquanto o humor de Veríssimo, ainda que refinado, é mais exposto, o humor de cada conto de Sabino é tímido, escondidinho, dá as caras ali e aqui, nunca para se “matar de rir”, mas que torna cada conto um conto de humor extremamente refinado, com um ar mais sofisticado. Os contos trazem ainda uma pitada de critica à ordem social e um “quê” de reflexão.

Sabino formou-se em Direito, por isso, não raro figura em seus contos, um de seus “operadores” (Oiee?? Estudante aquiii) e viajou por diversos países, contando com muita boa vontade histórias das mais diversas partes do mundo. E é com essa boa vontade que, com certeza, continuarei a ler a obra desse autor incrível. E quem sabe eu até não  me apaixone pelo gênero contos?

4,5

Pague o Quanto Acha que Vale – Livros à Dois Reais

VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100

Alguém aí já passou por uma das máquinas que vendem livro no metrô? Lá pode-se encontrar livros bem baratinhos, no valor mínimo de R$ 2,00. Essas máquinas disponibilizam exemplares que estão parados nas editores e você pode pagar qualquer valor (a nota mínima é de dois, e não aceita moedas), simplesmente você insere a nota e escolhe o livro (a máquina não dá trocos).

A ideia é super legal e já apareceu em vários lugares.

Toda vez que passamos por uma máquina dessas, espalhadas no metrô de São Paulo paramos para ver se há algum livro que nos interessa. Muitos títulos são livros clássicos, exigidos em provas e exames. Mas também há vários outros títulos com uma diversidade imensa.

Essa semana levamos alguns para casa, à exceção do “Toupeira- A história do Assalto ao Banco Central”, que pagamos R$5 todos os outros (Fabrica de Animais, E não sobrou nenhum, História do Supremo Tribunal Federal e A origem da família, da sociedade privada e do estado) levamos por apenas R$2.

Há edições normais, edições econômicas e edições de bolso, então olhe bem antes de se arrepender. Alguns títulos são bem famosos e outros desconhecidos. Eles renovam sempre os títulos, por isso sempre é bom ver se há novidades. Um amigo nosso conseguiu até o livro da Dona Benta por R$2. E olha que o preço gira em torno de R$30 à R$50.

Nós sempre paramos na estação do metrô Ana Rosa, na linha verde/azul, e a máquina fica quando você sobe as escadas do metrô e onde há as mudanças para a linha azul, é só procurar. Já na estação Santa Cruz, linha azul do metrô há uma máquina com preço único, todos os livros estão por R$5. Lá adquirimos o livro “Toupeira- A história do Assalto ao Banco Central”. A máquina fica perto do embarque para o sentido Tucuruvi. Lá, os livros são um pouquinho melhores, esse por exemplo é da editora Planeta e veio até com um marcador de páginas, além do livro ter papel amarelado e ter orelhas.

Então, se quiser conhecer algumas dessas máquinas e levar algum livro por um preço bacana, visite uma das estações abaixo e leve muitas notas de R$ 2,00:

Metrô Ana Rosa (linha verde/azul) – mínimo R$2

Metrô Sé (linha vermelha) – mínimo R$ 2

Metrô Brigadeiro (linha verde) – mínimo R$2

Metrô Consolação (linha amarela/verde) – mínimo R$2

Metrô Luz (linha amarela)- mínimo R$2

Metrô Barra Funda (linha vermelha) – mínimo R$2

Metrô Anhangabaú (linha vermelha) – mínimo R$2

Metrô Santa Cruz (linha azul) – R$5

Metrô Trianon-Masp (linha verde) – R$10

Domingo é dia de… Música \o/ #38 – AFI

Conhecemos essa banda há muito tempo, bons tempos de MTV Hits em meados de 2006/2007 (ou até antes). Era (ou é) a banda preferida da nossa irmã mais velha. E, consigo ver a evolução deles. Sim, além da evolução no som, na música, é perceptível a evolução na imagem.

Era estranho ver uma banda que usava mais maquiagem que reboque de parede e tinhas cílios postiços com penas. Mas eles fazem um bom som e realmente prefiro a real cara deles. O tempo faz bem à muitas coisas.

Super Óleo Liso Marroquino – Garnier Fructis

VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100Estávamos precisando de um óleo para cabelo e decidimos comprar e testar esse Super Óleo Liso Marroquino da Garnier Fructis. Ele é um óleo de argan (imitando o moroccanoil) que tem uma textura bem levinha, não pesa nos fios e não deixa um aspecto oleoso. Ele é transparente e promete secagem duas vezes mais rápida e liso com volume controlado, e realmente cumpre. Sua absorção nos fios é bem rápida e realmente não fica com aspecto de cabelo escorrido ou sujo. Ele controla bem o frizz e deixa o cabelo bem macio e sedoso.

A embalagem vem com 100 ml e pagamos R$17,30 o que não é caro levando em conta a quantidade e qualidade. O moroccanoil por exemplo vem beeem menos e custa beeem mais (não testamos o moroccanoil, então não temos como comparar). O cheiro não é forte, e não compete com o perfume, mas tem um cheirinho bom. E realmente a absorção é bem rápida, mesmo com os cabelos secos.

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Pode-se usar de duas formas: depois de lavar o cabelo para evitar o frizz, ou antes de usar secador ou chapinha, já que tem termoproteção de até 230ºC. A embalagem recomenda de 3 a 4 pumps em cada utilização. Acredito que funcione em todos os tipos de cabelo.

A embalagem é normal e o pump é bom, dosa bem a quantidade. Levando em conta tudo isso, gostamos muito desse óleo.

5

Viciadas em Séries #17 – Grey’s Anatomy

greys-anatomy-15007-1920x1200A novela série mexicana americana que conta a vida de residentes em um hospital de Seattle. Acompanhei Grey’s Anatomy na sua estreia, porém, pouco tempo depois deixei de lado e parei de assistir. Depois de algum tempo, revi alguns episódios, mas mesmo assim não persisti em assistir a série. E agora, depois que um amigo comentou que estava assistindo eu decidi rever todos os episódios novamente e tentar acompanhar a série.

A história de Grey’s Anatomy gira em torno de Meredith Grey. O nome da série faz referência á um famoso livro de anatomia de Hanry Gray, que foi alterado para Grey’s fazendo referência ao sobrenome de Meredith.

Meredith acaba de entrar para ser estagiária em um dos melhores hospitais de Seattle, e, por ser filha de Ellis Grey (umas das primeiras cirurgiãs e muito consagrada), é uma interna bem famosa. Lá, conhece Christina Yang, George O’Malley, Alex Karev e Izzie Stevens, que serão seus companheiros e melhores amigos.  Basicamente a história gira em torno desses personagens, além de Miranda Bailey (a nazista), Preston Burke, Derek Shepeherd (McDream) e Richard Webber. Bom, aos poucos, alguns atores saem e outros entram, muitas vezes por brigas entre eles, ou não possuir afinidades com a direção. Os persistentes (na atual temporada) são Meredith, obviamente pois é a principal, além de Christina, Alex, Bailey, Webber  e Dereck.

Sabe novela mexicana, Grey’s Anatomy é mais ou menos assim. A série explora o lado mais dramático possível. Ela mescla um caso do hospital com um caso pessoal, que alguns dos personagens estejam vivenciando. Sempre há algum problema, seja ele o menor possível. Ao mesmo tempo, acho bem surpreendente nos casos, a maioria deles muito reais. Todas as cenas não parecem fictícias, parece que realmente você está dentro de uma sala de cirurgia, e consegue-se sentir todas as emoções daquele momento. Realmente é uma série bem melodramática, onde os dramas pessoais superam os dramas profissionais.

Além das ótimas cenas cirúrgicas, a série também tem uma das melhores a melhor trilha sonoras que já ouvi/vi. Cada música parece que foi criada para cada momento, e realmente consegue transmitir algo a mais para a história. Além do que, muitas bandas e artistas se consagraram ao ter uma música exibida na série.

Estava em busca de uma série que me cativasse, pois depois de assistir HIMYM, não via mais graça em nenhuma série. Grey’s Anatomy conseguiu me fazer parar na frente do computador e assisti-la. Querer assistir um episódio atrás do outro, conseguir me fazer rir e quase chorar algumas boas vezes, conseguir me fazer parar para pensar outras tantas não é tão fácil. Por isso Grey’s Anatomy merece destaque. 

Bom, recomendo à série para você que gosta de histórias bem açucaradas, melodramáticas, que gosta de explorar emoções, ou que queira saber mais do lado da medicina, sei lá, talvez absorva alguma coisa.

3,5

Para Ler #28: Contos de Fadas

contos-de-fadaQuando esse livrinho foi parar na mão da Ju lá na biblioteca, nem dei muita bola. Pra mim parecia mais um livro infantil… Mas, quando não tinha nada por perto para ler e botei os olhos nele, pensei: “vais tu mesmo…”. Assim, comecei a ler essa incrível coletânea de “Contos de Fada” da Editora Zahar.

A primeira coisa que tenho a falar é sobre a edição. Linda! Perfeita! O livro é pequenininho, de capa dura, com um rosa magnífico. A capa de rosto dele é amarelo vibrante, o que, para mim, só engrandeceu mais o trabalho da editora. Os contos são precedidos de uma breve biografia de cada autor e é recheado de ilustrações lindíssimas, sem nada de infantil.

ContosdeFadas

Se a edição (maravilhosa) não tivesse me conquistado, com certeza a Apresentação de Ana Maria Machado conseguiria. Com uma breve introdução sobre os contos de fadas que nem sempre possuem fadas, como ela mesmo diz, e sua evolução ao passar do tempo na sociedade, a Apresentação elucida o que creio ser o grande objetivo de tal edição: O resgate aos contos de fadas tradicionais.

Com isso, deixo aqui o que mais me surpreendeu nessa edição: A AUTENTICIDADE dos contos. Não quero dizer que são os contos originais, primitivos, passados de boca em boca, mas estes foram traduzidos das publicações de muitos autores, que conhecemos mais ou conhecemos menos, seja de Perrault, Grimm, Andersen e outros. Por isso, nesta edição, encontramos, por exemplo, duas versões de Chapeuzinho Vermelho, ou as versões O Pequeno Polegar e João e Maria para a mesma história, dependendo do autor.

O meu primeiro contato com os Contos de Fadas foi através dos estúdios Disney. Acredito que os de muitos também foram. Essa versão vem desmitificar o “Viveram Felizes para Sempre” no final de todos os contos. E, ao contrário do que pensava lá no inicio do meu relato, essa edição não nos mostra uma visão plenamente infantil, afinal, pequenas sereias nem sempre conquistam seu desejado príncipe e madrastas más, podem sim, morrer de exaustão após usarem sapatos de chumbo aquecidos!

O meu conto preferido é A Roupa Nova do Imperador e, como peguei esse livro emprestado na biblioteca, com certeza ficarei de olho para comprá-lo algum dia desses. Recomendado para todos aqueles que desejam conhecer as versões originais que inspiraram tantas pessoas e diversas gerações.

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