Para Ler #28: Contos de Fadas

contos-de-fadaQuando esse livrinho foi parar na mão da Ju lá na biblioteca, nem dei muita bola. Pra mim parecia mais um livro infantil… Mas, quando não tinha nada por perto para ler e botei os olhos nele, pensei: “vais tu mesmo…”. Assim, comecei a ler essa incrível coletânea de “Contos de Fada” da Editora Zahar.

A primeira coisa que tenho a falar é sobre a edição. Linda! Perfeita! O livro é pequenininho, de capa dura, com um rosa magnífico. A capa de rosto dele é amarelo vibrante, o que, para mim, só engrandeceu mais o trabalho da editora. Os contos são precedidos de uma breve biografia de cada autor e é recheado de ilustrações lindíssimas, sem nada de infantil.

ContosdeFadas

Se a edição (maravilhosa) não tivesse me conquistado, com certeza a Apresentação de Ana Maria Machado conseguiria. Com uma breve introdução sobre os contos de fadas que nem sempre possuem fadas, como ela mesmo diz, e sua evolução ao passar do tempo na sociedade, a Apresentação elucida o que creio ser o grande objetivo de tal edição: O resgate aos contos de fadas tradicionais.

Com isso, deixo aqui o que mais me surpreendeu nessa edição: A AUTENTICIDADE dos contos. Não quero dizer que são os contos originais, primitivos, passados de boca em boca, mas estes foram traduzidos das publicações de muitos autores, que conhecemos mais ou conhecemos menos, seja de Perrault, Grimm, Andersen e outros. Por isso, nesta edição, encontramos, por exemplo, duas versões de Chapeuzinho Vermelho, ou as versões O Pequeno Polegar e João e Maria para a mesma história, dependendo do autor.

O meu primeiro contato com os Contos de Fadas foi através dos estúdios Disney. Acredito que os de muitos também foram. Essa versão vem desmitificar o “Viveram Felizes para Sempre” no final de todos os contos. E, ao contrário do que pensava lá no inicio do meu relato, essa edição não nos mostra uma visão plenamente infantil, afinal, pequenas sereias nem sempre conquistam seu desejado príncipe e madrastas más, podem sim, morrer de exaustão após usarem sapatos de chumbo aquecidos!

O meu conto preferido é A Roupa Nova do Imperador e, como peguei esse livro emprestado na biblioteca, com certeza ficarei de olho para comprá-lo algum dia desses. Recomendado para todos aqueles que desejam conhecer as versões originais que inspiraram tantas pessoas e diversas gerações.

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