Para Ler #18: Como ser um Pirata

Atenção: Esse livro é 2º volume da série “Como Treinar o seu Dragão” e pode conter spoilers sobre o enredo. Para saber mais, veja o post sobre o 1º volume da série, “Como Treinar o seu Dragão” ou a resenha sobre o filme “Como Treinar o seu Dragão”.

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Soluço, junto com Banguela, parte novamente à uma nova aventura, onde dessa vez terão de aprender os segredos do mar. Tudo ocorria bem, nem tanto, até que ao naufragar Soluço encontra o caixão do velho Barbadura, o terrível, o maior pirata viking de todos os tempo. Como descendente direto de Barbadura, é dever de Soluço encontrar seu tesouro e possuir sua espada, confirmando assim que ele  será o futuro líder da tribo. No entanto, será que nosso anti-herói conseguirá realizar tal proeza?

Vocês devem se lembrar o quanto fiquei maravilhada com a belíssima edição da Intrínseca, não? Pois nesse volume o trabalho caprichado continua com todos aqueles detalhes que já citei, com ilustrações, tipografias, capa etc.

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E outra coisa que continua no mesmo estilo é historia. Só que eu achei que continua, bem, parecida demais com o primeiro livro. Parece que, dessa vez, não teve nenhuma evolução, entendem? Soluço continua o fracassado que sempre foi e de novo ele tem que mostrar que vale a pena, e de novo ele terá de realizar atos incomuns, e de novo vai ser atormentado pelo resto da tribo, e de novo…

Deu pra perceber? Parece que o que Cressilda fez foi simplesmente deslocar Soluço e sua vila para outro cenário.

Apesar de tudo, a narrativa continua a delícia que sempre foi, com direito à muitas risadas. Apesar de ter achado a história meio muito repetitiva, confesso que me apaixonei pela série e que toda a magia de se ler que senti no livro 1 continua presente, por isso, merece 4 estrelinhas!

4

Filme: Como treinar o seu Dragão (2010)

How To Train Your Dragon

Há algum tempo atrás, publiquei um post sobre o livro da Cressida Cowell, “Como treinar o seu Dragão”. Não sei se vocês se lembram mas… eu o tinha definido como fofura pura. Acontece que eu estava enganada; fofura pura é o filme.

Devo dizer que mesmo adorando o livro, amei muito mais o filme. Apesar de todas as modificações na história, e olha que teve muitas, creio que foram para melhores. E eu raramente gosto de adaptações de livros para as telonas.

Soluço continua a ser o desajeitado e “nada viking” filho do chefe, porém, desta vez, os vikings lutam contra os dragões e não com os dragões. Já é difícil demais viver na ilha viking, onde só chove, porém, é ainda mais difícil quando a peste que se enfrenta é alada, solta fogo e pode até matar. E os assaltos dos dragões aos rebanhos aumentam cada vez mais.

É nesse cenário que Soluço, a vergonha da vila, decide se tornar um herói. Ele inventa uma engenhoca e acaba capturando um dragão; mas não qualquer um: Um Fúria da Noite, a mortal criatura que ninguém nunca ao menos viu. E agora ele fará de tudo para conquistar a confiança e amizade de tal animal: o Banguela!

Como disse, há muitas, muuuuitas, modificações do livro para o filme, no entanto, creio que isso apenas tornou a história melhor. A adaptação tornou perfeita uma narrativa infantil (que por si só já era capaz de conquistar vários adultos, como eu) transformando-a em um filme para toda a família. Há mais humor, mais aventura e até romance!

O design gráfico, então, é fenomenal, com uma animação ótima, cheia de cores e movimentos.

Não escondo de ninguém que sou apaixonada por animações, portanto, com certeza, esta entrou para meu rol de filmes favoritos.

5

Para Ler #12: Como Treinar o seu Dragão

dragãoSoluço Spantosicus Strondus III é a grande esperança e o herdeiro da tribo viking Hooligans Cabeludos. No entanto, sua situação está mais próxima de “inútil” do que de “herói”, isso porque não corresponde em nada ao que deveria ser um viking; é mirrado, medroso e sem coordenação física.

Quando chega a cerimônia de Capture seu Dragão, tudo o que Soluço deseja é capturar qualquer um para não ser expulso da tribo, não importando em não ser o ideal para o filho do chefe. No entanto, não imaginava que iria conseguir o menor e mais desobediente dragão já visto, e ainda por cima, sem dentes. Por isso mesmo, Soluço o nomeia de Banguela. Agora, Soluço fará de tudo para treinar adequadamente o difícil Banguela e continuar em sua tribo.

Se me fosse permitido utilizar somente uma palavra para descrever esse livro, essa palavra seria FOFURA! É tudo muito fofo, desde a história, às ilustrações, à narração… tudo!

A edição, então, realizada pela Editora Intrínseca está fenomenal. A capa é texturizada e com certeza a diagramação deu um trabalho do cão. A história é toda ilustrada e a dá pra perceber que a tipografia (as letras) dos desenhos foi feita á mão.

Reparem como o desenho parece ter sido feito á lápis pelo próprio Soluço e o cuidado da Intrínseca ao fazer a tipografia (letração) á mão

Reparem como o desenho parece ter sido feito á lápis pelo próprio Soluço e o cuidado da Intrínseca ao fazer a tipografia (letração) á mão

Achei muito interessante que a autora, Cressida Cowell se apresenta não como a escritora da história, mas sim como a tradutora. O autor, segundo Cressida, é o próprio Soluço. E tudo no livro contribui para isso: os desenhos que parecem ter sido feitos à lápis, a narrativa…

Quanto à narrativa, ela é muito fluída e gostosa de se ler. Em uma hora já havia lido todo o livro. Apesar de ser destinado principalmente ao público infantil, adorei o livro e com certeza o indico para as crianças. Deve ser sensacional ler esse livro nessa fase da vida.

Com certeza merece 5 estrelas.

5