Domingo é dia de Música #34 – Christina Perri

E chegamos ao último domingo do ano. =O Ao mesmo tempo que isso é assustador também dá um certo alívio, que venha 2014. Sei lá, acredito que 2013 não foi o pior, mas também não foi o melhor ano pra maioria de nós. Mas 2014 já está pertinho, praticamente batendo na porta querendo entrar, e espero que com ele venha coisas boas e novas.

E, como o último domingo, também tem a última música do ano. Nem acredito que nosso filho blog já tem 34 semanas. Eu gosto muito dessa música, mas nem imaginava de quem era, muito menos que fazia parte da trilha sonora da saga Crepúsculo. Mas a letra é linda e escolhi para encerrar o ano de 2013.

E, estamos tirando uma semaninha de folga, para produzir mais conteúdo para 2014. Até lá.  =)

Desejamos de ❤ que seu 2014 seja iluminado. Beijo das Gêmeas.

Para Ler #14: A Hospedeira

CapaHospedeira300dpiDecidi fazer essa resenha porque há algum tempo atrás publiquei a resenha do filme. E não poderia deixar de publicar sobre o livro também. Assim, não vou falar novamente a sinopse do livro porque ficaria repetitivo. Quem tiver dúvidas pode checar nesse post.

Tenho esse livro há muito, muito tempo. Desde de que foi lançado. E para falar a verdade, já o havia lido antes de ser lançado no Brasil, em formato de E-book traduzido pelos fãs.

Por isso mesmo, posso dizer que a edição da Intrínseca está muito boa, com termos bem adaptados e com cuidado na diagramação. É um livro aparentemente grosso, mas sua leitura vai que nem quiabo.

A narração dele está melhor do que o roteiro do filme (muito melhor), porém isso não o faz uma obra prima. Creio que de todas as obras de Stephenie Meyer que li (somente a saga Crepúsculo), essa é a melhor até agora. É perceptível a melhora no estilo de narração. Ao contrário da Bela, que a única coisa que sabe fazer é respirar pela boca (alguém aí já assistiu aquele vídeo do Felipe Neto?), essas personagens tem um pouquinho de atitude (só um pouquinho, ok?), o que faz a história correr mais rápido que Crepúsculo.

Novamente Stephenie utiliza a fórmula do triângulo amoroso, só que nesse caso, é mais um quarteto de mentes e um triângulo de corpos. Estou realmente cansada dessa fórmula, principalmente da forma que é apresentada em livros juvenis.

Quem me conhece sabe que gosto muito de distopias, livros pós-apocalípticos, e tal, principalmente porque fico imaginando a forma que sobreviveria nesses mundos. Pelo menos isso eu gostei na obra. Apesar de ser uma “solução fácil”, o cenário criado por Meyer conseguiu me convencer e desejar que, caso fosse eu, também me encontrasse lá.

No final do livro (calma, não é spoiler), a autora deixa um gancho para a continuação, caso queira. A verdade é que eu não quero. Acho que a história já deu aquilo que tinha de dar; já passou a mensagem que desejava. Uma continuação só seria uma chateação e um livro a mais que eu me obrigaria a comprar.

As minhas considerações finais, portanto, são as que o livro é bom, o mundo criado pela autora, pelo menos para mim, é inovador, juntamente com seu seres.

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Bate Papo Literário: Livros Juvenis e a Degradação da Independência Feminina

Atenção: Este post contém spoilers sobre o enredo do filme Mulan (Disney)
Atenção: Este post contém spoilers sobre “Orgulho e Preconceito” (Jane Austen)

Meu filme preferido é Mulan, da Disney. Creio que todos já sabem o enredo, mas não custa relembrar: Fa Mulan, uma jovem chinesa, está em plena idade de casar. No entanto, em sua apresentação para a casamenteira, acaba não se saindo bem, e a casamenteira chega até mesmo a anunciar: “Pode parecer uma noiva, mas você nunca trará à sua família honra”. Ao mesmo tempo, a China está sofrendo com a invasão dos Unos, e o Imperador decide convocar um homem de cada família para servir ao exército chinês. O pai de Mulan, bastante debilitado fisicamente, é um dos convocados. Mulan, então, decide tomar o lugar de seu pai, se passando por homem e servindo no exército. Já para o final do filme, ela admite que não fez isso somente pela vida do pai, mas também porque queria provar que é capaz, mesmo sendo uma mulher.

Como dito, Mulan é o meu filme preferido, principalmente porque mostra uma protagonista forte, que não se deixa intimidar, que não depende dos outros e não fica sentada à espera do príncipe encanto.

Aí você se pergunta: Mas Viviane, isso não é um bate papo LITERÁRIO? Então por que você está comentando um filme e não um livro? Ainda mais um filme infantil?

Eu comecei com Mulan porque creio que Mulan é muito elucidativo para o que vós venho apresentar aqui. Logo mais voltaremos a esse tópico.

Ultimamente, muito me entristece alguns livros com a qual estou tendo contato, principalmente os chamados Young Adults ou simplesmente YA. Para quem não sabe, YA é uma nova denominação para os livros que estão na faixa de transição entre juvenis e adultos, no entanto, em minha mente, continuo a chamá-los de juvenis, principalmente em razão da mentalidade apresentada dos personagens. O que vou falar aqui se aplica á 9 de cada 10 deles que li, os que estão na mídia.

O que mais leio recentemente são livros em que mostram aquelas que deveriam ser as heroínas da história totalmente dependentes de seu par romântico, ou pares, no caso de triângulos amorosos; heroínas que não tomam nenhum tipo de decisão, que são fracas em suas escolhas e que somente fazem aquilo que seus “príncipes” mandam. Elas não vivem para mais nada além de conquistar o tão desejado garoto, e quando finalmente o fazem, a impressão que passam é que eles estão fazendo atos de caridade ao aceitar ficar com elas.

Isso porque, a mulher apresentada nesses livros são sempre inseguras, cheias de defeitos, sem nenhum tipo de atrativo. E nem me refiro a atrativos físicos; todas elas saem à mesma essência: sem nenhum ato de personalidade, sem nenhuma característica marcante. Já os príncipes apresentados, são realmente príncipes, no sentido conto de fadas da palavra. São garotos considerados sempre “melhores” que a protagonista, que não possuem razão para escolhê-la, e mesmo assim a escolhe. Quantas vezes você não leu a seguinte frase: “Ele poderia ter quem quisesse mas me escolheu” ou algo do gênero? E o pior: eles pisam e pisam nelas, acabam os relacionamentos várias e várias vezes e elas simplesmente sofrem e voltam como baratas tontas para eles.

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Talvez o que aqui escrevo não atinja a real dimensão do que desejo passar. Decidi escrever esse post depois de reassistir ao vídeo do Felipe Neto sobre Crepúsculo, a qual fui procurar para linkar em um post. A grande questão, é que ele apresentou estritamente para Crepúsculo, mas é uma cultura que se disseminou e vem se disseminando cada vez mais.

Se antigamente, criávamos heroínas como Mulan, que não tinham medo de entrar em uma guerra, ou protagonistas como a Lizzie Bennet, de Orgulho e Preconceito, que não temia recusar aquele que provavelmente seria o seu maior partido conquistado, e olha que ele foi publicado em 1813, hoje as heroínas não sabem fazer mais do que sofrer por amor. E se antes lutávamos pelo reconhecimento da independência feminina, agora criamos a mentalidade que é normal ser uma garota que “não fede, nem cheira” e  que tudo bem, porque você conseguirá aquele vampiro que brilha no sol, ou aquele super multimilionário gato.

Imaginem, então, se a história de Mulan fosse reescrita atualmente: A Mulan provavelmente se apaixonaria por alguém que não deveria se apaixonar. Provavelmente passaria no teste da casamenteira e seria “designada” à outro homem. Seu príncipe encantado, sabendo que seu pai estava frágil, lutaria em seu lugar, salvaria seu futuro sogro e conquistaria a honra necessária. E o que a Mulan faria nesse meio tempo? Provavelmente sentaria e choraria por seu amado.

Será que é realmente esse tipo de conto de fadas que devemos passar às futuras gerações? Fazer nossas filhas (minhas não, porque ainda não sou mãe) acreditarem que tudo bem depender do príncipe para tudo? Porque desse modo, é só sentar e chorar para que seus problemas sejam resolvidos….

Filme: A Hospedeira (2013)

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A Hospedeira retrata um mundo diferente. Um mundo onde as pessoas não são mais as mesmas; onde servem somente como “hospedeiros” de alienígenas, as chamadas “almas”. Elas modificaram muito o mundo humano, não há mais fome, guerras, violência. No entanto, existem ainda algumas células humanas resistentes, que são aqueles que não se deixam ser capturados. Melanie Stryder faz parte dos resistentes, até que um dia, para não ser capturada, decide se jogar do alto de um prédio. Porém, mesmo assim, ela sobrevive e agora uma alma chamada “Peregrina” dominará sua mente. Só que Melanie não desistirá e não aceitará ser aniquilada.

“A Hospedeira” (The Host) é baseado no livro homônimo de Stephenie Meyer, a autora de “Crepúsculo”. Eu já havia lido o livro e, talvez por isso, não tive tantas dúvidas na hora de assistir o livro. Só que a Juliana… A cada 3 minutos eu tive de responder alguma pergunta dela, porque ela não estava entendendo nada. o que mostra que o filme tem falhas, muitas falhas…

Posso dizer que essa adaptação foi bem insossa, parada. O ritmo do filme deixou muito a desejar. Para vocês terem uma ideia, eu peguei alguns catálogos da Avon e da Natura e comecei a olhar, pois o filme não estava prendendo a minha atenção. Buscando imagens para o post na internet, me deparei com algumas críticas, e foi justamente essa a principal reclamação. Segundo a Wikipedia, o Rotten Tomatoes classificou o filme como “Mal roteirizado e dramaticamente ineficaz, The Host é em grande parte insípido e tedioso, com momentos de hilaridade não-intencional”

Enquanto estávamos assistindo, a Ju começou a gritar:

Mas que filme BOSTA. Você vai fazer resenha no blog? Então escreve que esse filme é uma BOS-TA! Diz que a melhor parte é a música de encerramento, porque diz que acabou o filme! Se eu tivesse ido ao cinema assistir o filme,teria pedido o meu dinheiro de volta!

Acho que isso resume bem o que se sente quando você termina de assistir o filme. Ainda assim, devo dizer que de “certa forma” o filme está bem adaptado, leia-se fiel ao livro em termos de história. No entanto, a atuação dos intérpretes está bem fraca, assim como o roteiro e, principalmente, o ritmo.

2,5