Filme: Dr. Seuss O’Lorax: Em busca da trúfula perdida (2012)

Dr. Seuss' The Lorax

Esse filme entrou esses dias no catálogo da Netflix, e, sinceramente, não tinha grandes expectativas em relação à ele. Nunca tinha ouvido falar nas histórias do Dr. Seuss, mas pesquisando agora, parece que é bem famoso nos USA. O filme é baseado no livro infantil publicado em 1971 e uma série baseada nesses contos conscientizando sobre o meio ambiente.

O filme que é uma animação, conta a história de Ted, um garoto que vive em uma cidade com sua mãe e avó. A cidade é totalmente fake, não possuindo nada natural. Isso é demonstrado no filme de uma forma totalmente sarcástica, onde as árvores são de plástico com luzinhas que mudam de cor, o gramado é de e.v.a, o ar é engarrafado. O “maior” cara da cidade é o criador do ar embalado, e o ar é vendido como água, onde as pessoas compram em galões de 20 litros ou garrafas menores e sua propaganda parece de enxaguante bucal. E, pensando bem, para uma história criada em meados dos anos 70, atualmente isso não está longe da nossa realidade.

Ted gosta de uma garota chamada Audrey, que sonha ver uma árvore real, chamadas de trúfulas. Ted faz de tudo para encantar Audrey e aí começa sua jornada para achar uma árvore real. Ted conhece UmaVez-Ildo, o ser capaz de conseguir uma trúfula e ele lhe conta sua história. Depois disso começa a aventura de Ted para salvar o ambiente e conquistar Audrey.

Achei uma animação muito bonitinha, sou apaixonada por animações. Além disso, seus dubladores são bem famosos, o Dr. Seuss é dublado pelo Danny DeVito, a Audrey pela Taylor Swift e Ted pelo Zac Efron. Mas, sinceramente, adoro assistir desenhos e animações dubladas, porque nossos dubladores são muuuuito bons e me remete a infância.

Abaixo, a abertura da animação, minha canção favorita:

Seria uma animação bem normal se não fosse nossa realidade. Fico impressionada que as grandes cidades estão tão poluídas, nossa água, ar, natureza estão sendo prejudicados e essa animação demonstra para as crianças o cuidado com o meio ambiente. Quando vi esse quadrinho imediatamente associei ao filme:

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Agora quero ler todos os livrinhos do Dr. Seuss e seria legal que nossas crianças tivessem acesso à esse conteúdo. Para quem quer conhecer mais, há um site em inglês que possui muitas atividades.

5

Filme: Um Dia (2011)

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Sempre tive vontade de ler esse livro, do autor David Nicholls, mas sempre enrolava e nunca peguei para ler. Então decidi assistir o filme primeiro. Sim, eu sei que filmes nunca saem como os livros, mas pensei que se eu gostasse do filme, leria o livro depois. E, o roteiro do filme foi adaptado pelo próprio autor.

A história gira em torno de Dexter Mayhew (Jim Sturgess) e Emma Morley (Anne Hathaway). Eles se conhecem em 1988, depois de cursarem a universidade juntos. Mesmo suas vidas trilharem caminhos diferentes, todos os anos no dia 15 de julho eles se reencontram e o filme mostra a vida de cada um. Os dois, muitas vezes não seguem os caminhos que projetaram, mas sempre tem um ao outo para se apoiarem. O tempo vai passando até eles estão maduros para encarar os sentimentos que fizeram-lhes aproximar um do outro. Porém, a vida não é tão certa quanto parece.

Achei o filme bem legal de mostrar a realidade e a evolução dos personagens ano a ano (são vinte anos de história). Mas achei a história meio clichê, sei lá, sem muita coisa inovadora e um pouco superficial. A fotografia é muito bonita e adorei o sotaque da Anne  Hathaway, apesar de achar meio forçado.

É uma história bonitinha de amor, mas não espere um fim felizes para sempre. Espero realmente que o livro seja melhor.

3,5

Para Ler #24: Diário de um Banana 2 – Rodrick é o cara

Diario de um banana 2Após o desesperador episódio do queijo, Greg está de volta com um novo diário. Dessa vez, Rodrick descobriu uma situação constrangedora de Greg e, desse modo, Greg terá que se submeter à várias episódios embaraçosos para que seu mico não venha a tona.

Diário de um Banana 2 continua na mesma linha de Diário de um Banana 1. Jeff Kinney manteve suas sacadas sensacionais e sua escrita continua maravilhosa, explicitando a alma de Greg, o que significa que as personagens já criaram vida e personalidades próprias.

A única crítica que tenho a fazer para esse livro é que sendo uma continuação, não houve evolução na história, no entanto, felizmente, o livro também não piorou. Simplesmente continuou na mesma…

Quanto à edição, já havia dito no post  Para Ler #16:Diário de um Banana que a minha é a edição econômica comprada pela Avon. Já havia dito também que a edição está muito bem feita, no entanto, talvez não tenha sido capaz de passar o quão legal ela está! Tudo é muito bem pensado e, tenho certeza, deve ter dado trabalho para fazer, principalmente por causa dos desenhos “do Greg” entre o texto. A edição econômica não perde em nada para a edição tradicional, as únicas diferenças são a capa dura e o papel pólen, que, no entanto, são muito bem compensados pelo preço da econômica. Finalmente uma editora mostrando respeito aos leitores que adquirem a versão econômica em vez da tradicional. Gostaria de deixar as minhas congratulações à Editora Vergara e Riba pelo ótimo trabalho! (Não, não tenho nenhuma relação com a editora)

Tenho até o sexto volume e logo, logo terá mais resenhas. =)

5

Filmes: Jogos Vorazes: Em Chamas (2013)

Primeiramente tenho que dizer que estou feliz só por ver um filme antes do resto do mundo. #choragringo.

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A continuação de Jogos Vorazes (The Hunger Games) baseado no livro de Suzanne Collins não traz novidades para os leitores de Em Chamas. O filme segue praticamente todos os detalhes do livro. Para quem não leu ou assistiu o primeiro filme alguns detalhes importantes não são compreendidos, por isso nossa recomendação é saber a primeira parte da história. Além disso, quem viu o primeiro filme e agora vai ver Em Chamas vai reparar que muitos detalhes ficaram melhores e são perspectiveis em todos os sentidos.

Diferentemente de Jogos Vorazes, Em Chamas traz uma parte mais política, contando o que acontece após o desfecho do 74º edição dos jogos. Agora Katniss passa ser o símbolo da esperança para os povos dos distritos.  E, com a 75º edição e comemorando o 3º aniversário de 25 anos (a cada 25 anos há uma “comemoração” especial) todos os ex participantes dos jogos tem de voltar a arena, um de cada sexo, sem restrições com idade. Não é surpresa nenhuma em que Katniss volta a arena, pois é a única vencedora do 12º distrito. Além dela, Peeta também volta a essa guerra voluntariando-se no lugar de Haymitch. Katniss e Peeta também tem que continuar a fingir o romance entre eles à mando do Snow. E agora, quem irá sobreviver?

Veja outro trailer aqui.

Ao contrário do primeiro filme onde está voltado para a ação e combate para permanecer vivo, Em Chamas deixa essa parte de lado para não cair na mesmice e foca na parte política do livro. Faz uma ligação entre o primeiro e os últimos filmes ( A Esperança será dividido em duas partes) com ótima adaptação. A personalização e caracterização é incrível e a maioria dos detalhes foram reproduzidos com categoria. Realmente detalhes do figurino foram levados muito à sério, além das cenas externas dos distritos que ficaram bem realistas.

O fim do filme é exatamente igual do livro, parece que enquanto assistia ele ia me recordando de cada detalhe sendo narrado na minha mente  e o final também não seria diferente, incrível que até algumas dúvidas que tive ao ler também tive ao ver. Mas a maioria dos detalhes só serão revelados no último livro da trilogia.

Então, no geral prefiro filmes que seguem os livros e como os autores escreveram as histórias a filmes que apenas se baseiam em algumas partes dos livros e depois descaracterizam e mudam completamente a história. Eu prefiro ver no cinema o que imaginei lendo à ver algo totalmente oposto. Se você não gosta de filmes que seguem perfeitamente os livros esse filme não é pra você. Mas se espera um livro com uma bela adaptação de Em Chamas, vale à pena ver.

Lembrando que A Esperança será dividido em duas partes. A primeira está prevista para novembro de 2014 e a segunda para novembro de 2015.

5

Filme: Na Natureza Selvagem (2007)

imagens-na-natureza-selvagem-797028Fiz duas tentativas de assistir esse filme, na primeira em 2008, lembro de ter pego o dvd pirata e de tentá-lo assistir de madrugada, quando não tinha sono. E nem cheguei na metade do filme e já tinha dormido. Agora, a segunda vez ocorreu algo parecido. Não aguentei assisti-lo até o fim e parei para continuar depois. E, dois dias depois quando continuei dormi quando faltava meia hora, e só sei que dormi porque o sistema da Netflix alegou que eu já havia acabado de vê-lo.

Na Natureza Selvagem (Into the Wild) é baseado em fatos reais. É baseado no livro sobre Christopher McCandless. O filme é narrado pela sua irmã mais nova, conta a história de Christopher, recém formado na faculdade, doa todo seu dinheiro para uma instituição e resolve encarar a vida mundo à fora, agora sendo Alex. Seu sonho é partir para uma aventura no Alasca. O filme mescla cenas do presente e do passado e conseguimos entender a psicologia que passa na mente de Christopher. Vemos que algumas atitudes de Chris são baseadas na sua convivência na infância, na atitude dos seus pais. Chris entra em uma busca pela sua essência.

Para mim, um dos problemas do filme é a duração. São quase duas horas e meia de filme monótono. Porém, a fotografia do filme é muito bonita e a trilha sonora muito bem selecionada. E, apesar do final ser meio óbvio, eu gostei. O filme foi dirigido pelo Sean Penn. Se você gosta de filmes com fotografia e trilha sonora bem selecionadas, filmes longos que mostram mais cenas à história e algo para refletir então vale à pena.

3,5

Para Ler #16: Diário de um Banana

GRD_217_Diário_BananaGreg é o filho do meio de uma típica família americana e acaba de ir para o Ensino Fundamental (6ª série nos EUA). Tem de, então, conviver com todos os tipos de garotos, “onde fracotes subdesenvolvidos dividem os corredores com garotos que são mais altos, mais malvados e já se barbeiam”.

Entre conviver com sua família, encarar o ensino médio e ser amigo de Rowley, a vida de Greg se enche de aventuras, que ele narra nesse diário.

Gosto muito do Diário de um Banana, acho que as aventuras narradas por Greg o tornam um livro perfeito para o público juvenil, principalmente àqueles que ainda frequentam a escola. No entanto, se você, assim como eu, já passou dessa fase, irá se divertir do mesmo jeito.

As situações em que Greg se mete são todas muito engraçadas, você se mata de rir. Além disso, a narração, que é feita pelo personagem principal, consegue estampar bem as características de nosso “herói improvável”, deixando a história ainda mais cômica:

Em primeiro lugar, quero esclarecer uma coisa: isto é um LIVRO DE MEMÓRIAS, não um diário. Eu sei o que diz na capa, mas, quando a mamãe saiu para comprar essa coisa, eu disse ESPECIFICAMENTE que queria um caderno sem a palavra “diário” escrita nele.

Ótimo. Tudo que eu preciso é que um idiota me pegue com este livro e entenda errado.

A outra coisa que quero esclarecer agora mesmo é que isso foi ideia da minha MÃE, não minha. Mas se ela acha que vou escrever meus “sentimentos” aqui ou coisa do tipo, ela está louca. Então, só não espere que eu seja todo “Querido Diário” isso, “Querido Diário” aquilo.

Creio que o grande diferencial da obra seja justamente esta narração. Já li antes vários livros em formato de Diário, mas nunca antes um que fosse escrito (narrado) por um menino. Portanto, realmente, não há nele “Querido Diário isso, Querido Diário aquilo”, e por isso, não encontramos exacerbação de sentimentos, ou situações adolescentes femininas, tornando este um livro diferente do resto do gênero.

Quanto ao estilo de narrativa, ela é bem clara e sucinta, como um garoto da idade de Greg se comunica. Entre trechos de escrita, há vários desenhos, que contribuem para a dinâmica de leitura e que torna mais fácil a visualização da história.

Uma vez vi uma entrevista do autor, Jeff Kinney, para o Fantástico, e ele declarou que suas ideias surgiam de aventuras que ele, ou seus amigos, ou algum conhecido, viviam, e acredito que, por essa razão, dão toda uma veracidade para o livro, como no caso da pegadinha aí em cima. Demais! Ainda quero fazer ela com alguém.

A minha edição é a edição econômica da Editora Vergara & Riba. Para vocês terem uma ideia, comprei ela enquanto via aquele outro folheto da Avon, o Moda & Casa. Fazer o quê… Vida de viciada em livros é assim mesmo…

A capa é molinha e o papel é daquele branco. Já peguei a edição tradicional na mão nas livrarias e a capa é dura, dando um aspecto de diário mesmo ao livro. Fora isso, creio que essa edição não atrapalhe em nada a leitura. Além do mais, paguei somente R$ 15 por ela e valeu super a pena.

Tenho também o volume 2: Rodrick é o Cara e já assisti ao filme e também achei muito bom. Esperem, em breve, resenhas.

5

Filme: Chocolate (2000)

5788_shokolad_or_chocolat_1280x1024_(www.GdeFon.ru)Confesso que assisti esse filme graças ao meu querido e amado Johnny Depp há muito tempo atrás. Mas revi agora, quando a Netflix me indicou (as indicações da Netflix não fazem sentido =X). Realmente conseguimos perceber mais detalhes revendo um filme.

O filme retrata uma mulher que é mãe solteira: Vianne Rocher (Juliette Bonoche). Vianne tem uma filha de seis anos e é praticamente nômade, passando de cidade em cidade. Quando chegam a cidade de Lansquenet-sous-Tannes, no interior da França se depara com algumas dificuldades. Lá, abrem uma loja de chocolates bem no período da quaresma, tendo problemas com os fiéis. Também não frequenta a igreja e é mal falada por todos. Vianne é uma mulher corajosa e não teme à bocas alheias.

Infelizmente só tem em inglês =(

O filme consegue mesclar a chocolaterie e seus processos e suas gostosas produções com a história de Vianne que está entrelaçada com esse mundo do chocolate. O personagem de Johnny Depp aparece depois da metade do filme interpretando Roux, um pirata músico andarilho que acaba por parar na cidade e também é repugnado pelo povo.

O filme foi adaptado do livro de Joanne Harris (agora o segundo na minha lista de compras, depois de As Regras da Casa de Sidra). Ele expõe questões interessantes, principalmente dos que não seguiam a religião católica décadas atrás. E também de como a política influencia na religião (atualmente acho que ocorre com mais o contrário). Mas eu realmente gostava mais desse filme quando vi pela primeira vez. Não sei se perdeu a graça por lembrar de algumas partes mas houve uma pequena decepção. Apesar de ter uma fotografia maravilhosa e ter a gostosura do Johnny Depp Chocolate, algum tempo atrás ganharia 5 estrelas, mas hoje ganha:

4