Para Ler #32 – Tamanho 42 não é Gorda

Acho que dá pra perceber que eu não leio muito. Apenas veja a quantidade de posts de leitura que eu faço x a quantidade de leitura da Vivi. Não, não sou uma apegada a livros. Pra mim, internet, filmes e séries são mais interessantes. Porém, uma das coisas que quero fazer mais em 2015 é ler.

Creio que um dos meus problemas seja que não gosto da maneira que o livro se encaixa nas minhas mãos. Ok, você pode estar me achando louca, mas o fato do livro pesar depois de algum tempo lendo me incomoda. No fim do ano a Viviane acabou comprando um Lev da Saraiva – cobrem resenha dela- o que facilita muito esse problema. Porém, achei muito caro e optei por um tablet baratex. Baixando aplicativos gratuitos na Play Store facilmente você consegue transforma-lo em um e-reader. Indico o Moon + Reader e o Aldiko para  facilitar a leitura.

Então, com essa facilidade comecei a ler bem mais esse ano. E, até agora, em menos de 10 dias já estou indo para o quarto livro. Talvez esse seja o número de livros que li em 2014 inteiro, tirando livros de monografia.

tamanho 42

Depois dessa introdução imensa, vamos ao que interessa. O livro da famosa escritora Meg Cabot conta a história de Heather, uma ex cantora pop que foi sucesso quando mais jovem. Agora, depois que sua mãe roubou seu dinheiro e fugiu para a Argentina com o seu empresário, seu namorado a traiu com outra, sua gravadora a dispensou, só resta a Heather viver com seu ex cunhado e seu cachorro. Além disso, Heather trabalha em um alojamento conjunto residencial estudantil e possui atividades cercadas de alunos jovens e inconsequentes da faculdade quando acontecimentos estranhos começam a surgir. Duas alunas morrem, e, apesar de constar morte acidental, Heather desconfia e começa a investigar os casos.

Quando li o título, jamais imaginaria que tratava de uma história que envolvesse um mistériozinho (o mistério é bom, mas não é grande assim) misturado com acontecimentos da personagem. Não se trata de auto ajuda como pode parecer.

Esse livro tem uma leitura fluída – não diria que muito rápida, mas você acaba não empacando no caminho. Sua história é constante e gradual. Creio que a personagem é bem parecida com uma norte americana, sua vida e acontecimentos são reais e prováveis, o que eu gosto e é algo positivo para a história. Nada de patricinhas ou modelos ou ainda super-heroínas. O desfecho deixa um pouco a desejar, porém não é algo tão horroroso.

No fim acabou sendo bem diferente do que imaginava de modo positivo. Diria que é uma história para ler em horários livres e se divertir com os acontecimentos leves e descontraídos mesclados com um pouco de mistério e suspense.

Decidimos que não classificaremos mais os livros com estrelinhas, pois o gosto varia muito de pessoa para pessoa. Então, vou indicar qual o público que mais se identificará com a leitura, isso não significa que se você estiver fora desse público não deve ler ou que não gostará do livro, apenas que há mais chances do público alvo apreciar a história. Creio que o livro foi escrito para jovens adultas, principalmente mulheres de 18 a 25 anos. Se está dentro desse público possivelmente se identificará mais com esse tipo de livro, a personagem e seus acontecimentos.

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Para Ler #13: A Mediadora: A terra das sombras

a mediadoraSuzannah Simon tenta ser uma adolescente comum. Só há um pequeno porém: ela é uma Mediadora. Ou seja, ela enxerga e conversa com fantasmas e sua função é ajudar aqueles que, por algum motivo, ainda estão presos nesse mundo a passar para o outro plano espiritual. Porém, agora ela irá começar uma nova fase em sua vida. Sua mãe acaba de se casar e ela terá de se mudar para a Califórnia. Em sua nova casa, Suzanna acaba por encontrar um fantasma; um lindo e belo fantasma que mora em seu quarto. Agora ela terá que conciliar sua nova vida com a vida de uma Mediadora e ainda tentar resolver a situação com Jesse.

Adoro a Meg Cabot. Acho que ela sabe escrever para várias idades. Uma das minhas séries favoritas de Chic-lits é justamente “Garoto”. Em A Mediadora, Meg nos apresenta ao estilo de protagonista que eu mais gosto: Forte, ativa, que não fica esperando as coisas acontecerem sentada.

— Se está pensando — interferiu Heather com sua vozinha ranhenta — que eu vou ficar aqui de braços cruzados deixando que você entregue o meu armário a esta perua…

— Se me chamar de vagabunda mais uma vez, coisinha, vai passar o resto da eternidade dentro deste seu armário — avisei.

Heather me olhou sem a mais leve sombra de medo. — Perua — disse então, esticando bem a palavra.

Eu a acertei tão rápido que ela nem viu o meu punho chegando. Foi um murro tão forte que ela saiu rolando pelos armários enfileirados, fazendo mossa nas portas. Foi cair de cara lá adiante no piso de pedras, mas um segundo depois já estava de pé novamente. Eu esperava que ela revidasse, mas em vez disso Heather deu um gemido e saiu correndo pelo corredor. “Não é de nada”, falei, mais para mim mesma.

Acho que a Suzannah é o que faz dessa série boa. Ela faz as coisas acontecerem, a história correr, ter ritmo. Aliás, quanto ao ritmo, o livro possui um muito bom. Em duas horas eu já havia devorado a história e estava seguindo em direção  à continuação.

Meg ainda soube misturar muito bem ação, aventura e uma pontinha de romance, o que faz da obra a ideal para o público juvenil.

Esse é o primeiro livro da série A Mediadora, que no total, possui 6 livros.

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